Educação

JOÃO DORIA

“É Presente de Grego”: corte de transporte escolar e a blindagem do Dória

Um grupo de pais e alunos da Rede Municipal de São Paulo protestaram nessa última terça-feira (31/01) contra o fim do transporte escolar. Por que não saiu na mídia?

quinta-feira 2 de fevereiro de 2017| Edição do dia

As aparições midiáticas do Prefeito João Doria (PSDB), que já se vestiu de gari, jardineiro, e até mesmo se passou por um cadeirante, tiveram muita repercussão. Mas os mesmos veículos de comunicação fecham as suas lentes para os problemas causados pelo PSDBista Dória, bem como não denuncia certos protestos contra ele.

Nem uma nota sequer foi dedicada a um ato ocorrido nessa terça-feira (31/01) na frente da Prefeitura Municipal de São Paulo. Munidos de faixas com os seguintes dizeres “É presente de grego”, “Acelera São Paulo...”, “João Dória trai eleitores da periferia”, dentre outros, dezenas de pais e alunos protestaram contra o corte do transporte escolar. Um dos motivos do protesto é contra o corte do transporte tipo “barreira física”, que beneficia crianças que moram em lugares de difícil acesso, com dificuldades de pegarem condução (contra-mão) e que atravessam avenidas perigosas. Várias famílias receberam o aviso que não terão mais o Transporte Escolar Gratuito (TEG).

A população e os eleitores que votaram no “João Trabalhador” já sentem traídos. Como denunciado aqui pelo Esquerda Diário, programas como Leva Leite, compra de material escolar, uniforme, transporte de alunos e gratuidade no transporte sofrerão cortes nessa gestão. O Secretário da Educação Schneider chegou a afirmar que “Socialmente, é interessante garantir o acesso ao transporte gratuito. Mas, do ponto de vista da educação, cria um problema no orçamento”.

Em tempos de crise, seja a nível federal, estadual ou municipal, os primeiros a pagarem as contas, como sempre são os setores mais populares da população. A precarização da educação, que deveria ser um importante meio para a emancipação da classe trabalhadora, é uma estratégia da classe dominante para a manutenção do seu poder. Os direitos mais básicos da nossa juventude pobre são retirados, dificultando o seu acesso e a sua permanência nas escolas. Com isso, gera-se evasão escolar e os jovens são empurrados precocemente para o mercado de trabalho.

As manifestações dessa mesma juventude, através de pixos e grafites, são criminalizadas – agora, mais do que nunca. A punição dos pichadores vira espetáculo. João Dória apagando pichações gera Ibope. Fecha-se o ciclo. Mas você não viu nada a respeito do protesto contra o os cortes do transporte escolar.




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