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Assembleia geral da UFRGS delibera adesão a paralisação nacional contra cortes na Educação

Em Assembleia geral realizada na última quinta (26), estudantes, professores e trabalhadores da UFRGS aprovaram adesão a paralisação nacional de 48h na Educação que está sendo convocada contra os os cortes e o projeto Future-se.

segunda-feira 30 de setembro| Edição do dia

Na última quinta feira (26/09), ocorreu a Assembleia geral da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, deliberaram adesão ao chamado de paralisação nacional de 48 horas na Educação, que ocorrerá nos dias 02 e 03 de outubro contra o programa privatista para as universidades, o Future-se, contra os cortes na educação que retiraram milhares de bolsas de pesquisa e contra os ataques de Bolsonaro.

A Assembleia convocada pelo DCE da UFRGS e o Conselho de Entidades de Base (CEB) em unidade com o ANDES, ASSUFRGS e APG reuniu mais de 500 estudantes, professores e servidores. Durante a Assembleia, foi votado que diminui-se o número de inscritos para fala de 30 para 20 pessoas, e de forma burocrática a mesa, composta principalmente pelo DCE, retirou a fala de 10 pessoas sem consultar elas e retiraram de forma selecionada com seus próprios critérios, deixando pessoas de outras correntes e organizações que não compõem o DCE sem direito a fala. Assim como propostas de encaminhamento feita por outras correntes não foram encaminhadas para a votação, como a proposta feita pela Juventude Faísca em que o DCE exigisse da Reitoria que os alunos e trabalhadores não fossem penalizados por aderirem à paralisação.

Além de ser deliberado adesão à paralisação, também aprovaram a convocação de um grande ato na quinta feira (03) na Esquina Democrática no centro de Porto Alegre. E também foi encaminhada a exigência para a reitoria abrir o livro de contas da UFRGS, uma pauta necessária para sabermos para onde de fato vai o dinheiro das verbas destinada a universidade, já que com os sempre acaba caindo em cima dos que mais precisam, como os trabalhadores terceirizados e os estudantes cotistas.

As greves e as mobilizações impulsionada por estudantes de todo o país se insurgem em decorrência as condições atuais das universidades, cortes de verbas e quadros orçamentários graves, gerando cortes e racionamentos que atingem diretamente os estudantes mais pobres e que precisam de assistência estudantil. Somando-se a isso, há a ameaça do governo com o projeto Future-se, que visa a inserção da iniciativa privada no orçamento e a privatização gradual das universidades públicas. O sucateamento da educação pública avança a cada vez mais a passos largos com o projeto de governo neoliberal privatista de Bolsonaro, que assola as instituições públicas para favorecer os empresários.

Veja também: Dias 02 e 03 – Que a juventude tome as ruas novamente por educação e por todas as Ágathas

É imprescindível que a juventude volte para as ruas para dar uma resposta à extrema-direita que quer acabar com nosso futuro.

Veja resoluções da Assembleia na íntegra:

1)Derrotar o projeto do Bolsonaro: contra o Future-se e contra os cortes na educação!
2)Paralisação de 48h, dia 2 e 3 de outubro;
3)Dia 2 | Largo Glenio Peres | UFRGS NA RUA, apresentação da universidade para a população;
4)Tsunami da Educação | Concentração às 17h na FACED, PARA FORMAR O BLOCO DA UFRGS e encontrar com o ato na Esquina Democrática;
5)Reunião aberta para organizar o UFRGS NA RUA e paralisação de 48h no dia 30 de setembro às 18h no DCE (João Pessoa 41);
6)Mobilização Permanente para construção do estado de greve;
7)Exigência para a reitoria da abertura de contas e transparência de onde está sendo cortado.




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