BRASÍLIA

Trabalhadores da saúde não tem acesso a testes no DF, parte da política genocida de Ibaneis

domingo 3 de maio| Edição do dia

Brasil ultrapassa 79 mil casos confirmados e 5 mil óbitos pelo novo coronavírus de acordo com o Ministério da Saúde, já no Distrito Federal, há 1.476 casos confirmados e 28 óbitos, segundo a Secretaria de Saúde do Distrito Federal. Vale ressaltar, ainda, que os dados levantados pela SES-DF apresentam uma violenta subnotificação, consequência de uma negligência da política de Ibaneis para com as cidades satélites e do entorno.

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Ainda sim, dados alarmantes como esse nos fazem questionar sobre quais são as condições de trabalho e de saúde dos profissionais que estão sujeitos a uma maior exposição ao vírus na linha de frente desse combate. O Governo do Distrito Federal (GDF) divulga pela cidade a “testagem massiva” de Ibaneis, mas falham ao “esquecerem” de informar que esses testes não chegam a atender nem da população do DF, além de estarem concentrados em áreas de maior concentração de renda. Como se não bastasse o difícil acesso aos locais de teste para boa parte da população, ainda há uma burocracia que impede trabalhadores que devem ser testados com urgência a saberem se estão de fato contaminados. E fica a pergunta: onde estão os testes massivos para os profissionais de saúde? Esses deveriam ser os primeiros a serem testados!

Em meio a crise sanitária, o que não falta são casos de trabalhadoras e trabalhadores obrigados a se exporem sem qualquer tipo de equipamento de proteção individual adequado. As precárias condições de trabalho estão afetando a todos, efetivos e terceirizados, sendo a falta de testes para os profissionais, a onda de racionamento de máscaras, a falta de EPIs adequados e a resistência em afastar os profissionais que fazem parte do grupo de risco reflexos da negligência da política de Ibaneis e do governo Bolsonaro.

Os profissionais que trabalham na saúde estão diretamente expostos ao vírus. Quantos não estão morrendo diariamente em todo país? Não sabemos. Os casos subnotificados no Brasil em decorrência da infecção pelo novo coronavírus podem se mostrar muito mais altos do que os registrados oficialmente. Essas subnotificações escondem a real dimensão da gravidade da crise e abre margem para os governadores flexibilizarem o isolamento social e domiciliar.

Estamos diante de um problema complexo. Há falta de um sindicato atuante na organização pela base das trabalhadoras e trabalhadores e uma gestão que atende a interesses específicos e não da categoria; um governo que coloca o lucro acima da vida; o problemático recrutamento de profissionais para atuarem no enfrentamento à pandemia ainda sem testes massivos. Diante disso, o GDF publicou a Portaria Nº 149, de 17 de março de 2020 e a Portaria Nº 639, de 31 de março de 2020 - a primeira dispõe da ação estratégica que profissionais e ex-profissionais como ativos, aposentados, voluntários sejam recrutados no intuito de fortalecerem o número de equipes nos ambientes hospitalares, enquanto a outra está voltada à capacitação e ao cadastramento de profissionais na área da saúde. Isso significa que a demanda de profissionais está baixa para a oferta de usuários de serviço de saúde. Mas não basta o recrutamento sem todas as necessidades de EPIs atendidas, sem testes massivos e sem um sindicato que organiza pela base a luta contra os inimigos do povo - e claro, inimigos das trabalhadoras e trabalhadores da saúde. Fora que aqueles com sintomas ou do grupo de risco devem ser afastado do trabalho sem alteração nenhuma de seus salários e/ou direitos trabalhistas.

O Estado brasileiro, seja Ibaneis, seja Bolsonaro, estão com as mãos sujas de sangue enquanto passam a grana para os bancos! As subnotificações ocorrem quando as pessoas são enterradas antes de receberem o resultado dos testes e os assintomáticos seguem, sem saber, espalhando o vírus por onde passam. Por isso, é importante exigir testes massivos já, sobretudo para todas as categorias de profissionais da saúde - os que estão dando a vida e o sangue pela classe trabalhadora. Para termos essa vitória, por isso foi preciso exigir dos sindicatos a organização pela base e que rompessem com o ato do 1º de Maio traidor das centrais sindicais com Witzel, Dória, Maia e FHC. É preciso forjar uma frente única imposta pela luta da classe trabalhadora e por uma Assembleia Constituinte Livre e Soberana - para que o povo decida e não morra mais nas mãos de Bolsonaro, Mourão ou militares.




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