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Abaixo a polícia racista! | Polícia de Ibaneis toma cobertores e panelas de moradores de rua no DF em pleno frio de 8ºC

Mesmo na onda de frio que registrou ontem 8ºC e com sensação térmica de pelo menos 6ºC, o racista e milionário Ibaneis mandou a Polícia Militar e o DF Legal tomarem cobertores, panelas de cozinha, documentos e demais pertences de moradores de rua no Plano Piloto.

Caio Rosa Estudante de Relações Internacionais na UnB

sexta-feira 30 de julho | Edição do dia

Mais um ataque higienista e racista do milionário Ibaneis e seus cães de guarda da propriedade privada - a polícia: tomaram pertences de moradores de rua na região do Setor Comercial Sul, na Asa Sul. Foram retirados documentos pessoais, roupas, cobertores, panelas de cozinha, entre outras coisas. Diante da onda de frio histórica, com temperaturas na casa dos 8ºC e com sensação térmica de 6ºC, isso significa condenar essas pessoas à morte de frio e fome. Hoje, existem mais de 2,1 mil sem-teto no DF. Apenas o Plano Piloto vivem 36% dos moradores de rua.

Mas isso não é de se surpreender vindo de Ibaneis - ele foi o advogado de defesa do criminoso eugenista que ateou fogo em Galdino, indígena que dormia em um ponto de ônibus no Plano Piloto. Além disso, seu mandato foi marcado por higienismo escravocrata: despejo de mais de 30 famílias da ocupação CCBB, expulsão dos ambulantes da Rodoviário do Plano Piloto, invasão de terreiros de religiões de matriz africana, tortura de artistas, entre muitos outros. Combinado a isso, ele atacava a classe operária com a privatização da CEB, precarizando o trabalho dos eletricitários e aumentando a conta de luz para o conjunto da população.

Leia mais: Por um programa operário de moradia contra Bolsonaro, Ibaneis e todos os golpistas!

Ibaneis é a representação do quão racista e nojenta é a burguesia brasileira, em especial brasiliense: um governador com um patrimônio de mais de R$600 milhões de reais e a mansão mais cara do DF que sistematicamente despeja e usa a violência policial para condenar moradores de rua à fome e morte. Enquanto isso, circulam propagandas extremamente cínicas do GDF, revelando toda sua podridão racista e assassina:

Mas esse é um projeto histórico que não começa com Ibaneis. Brasília foi construída sob sangue operário, negro e nordestino. Após inúmeras mortes em meio à trabalho semi-escravo e jornadas de mais de 15 horas diárias, com chacinas criminosas como a da Pacheco Fernandes - na qual mais de 100 operários foram fuzilados por se manifestar contra marmitas estragadas em 1959 - a esmagadora maioria dos trabalhadores foram expulsos para bem longe da cidade que construíram. Exemplo disso é Ceilândia, maior cidade do DF com mais de 500 mil pessoas, advinda do regime militar e sua CEI (Comissão Erradição de Invasões). Longe de ser uma “capital que não deu certo”, Brasília é o retrato da decadência histórica da burguesia e do capitalismo e foi planejada para ser racista e eugenista, como a própria classe dominante é.

Ibaneis é um fruto podre do golpe institucional de 2016, um capacho de Bolsonaro encarregado em descarregar crise nas costas da classe operária, nos estudantes e no povo pobre. Diante dessa situação de urgência, fome e carestia de vida, a CUT e a CTB, dirigidas pelo PT e PCdoB, precisam organizar imediatamente a luta por cada local de trabalho com assembleias de base a fim de levantar uma greve geral nacional para derrubar Bolsonaro e Mourão. Com a força organizada da classe operária, seria possível estabelecer uma grande aliança com os oprimidos, o povo pobre sem teto, e impor uma Assembleia Constituinte livre e soberana - na qual poderíamos defender a nacionalização do solo urbano e uma reforma urbana radical; congelamento imediato dos preços dos alimentos; a reforma agrária radical com expropriação de todo latifúndio sem indenização; estatização da indústria alimentícia sob controle operário e a revogação de todos os ataques. No decorrer dessa luta, a repressão policial mostrará a grandes parcelas da população de que é preciso levantar organismos de auto-organização operária e de auto-defesa para garantir seus direitos e, além disso, de que eles só poderão ser assegurados com um um governo de trabalhadores em ruptura com o capitalismo.

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