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PETROLEIROS

Na eleição ao SINDIPETRO-CAXIAS vote Chapa 2 Reage Petroleiro

A eleição ao Sindicato dos Petroleiros de Duque de Caxias acontecerá entre os dias 28 e 31/03. Está em jogo a continuidade de uma gestão burocrática da Federação Única dos Petroleiros (FUP) que não tem se mobilizado em nada contra as privatizações e os múltiplos ataques à categoria, favorecendo assim os planos da empresa e do governo Bolsonaro, ou eleger a chapa 2 da oposição sindical.

Leandro Lanfredi

Rio de Janeiro | @leandrolanfrdi

terça-feira 23 de março| Edição do dia

A Chapa 1 representa a continuidade de décadas da atual gestão do SINDIPETRO-CAXIAS, a continuidade de uma gestão burocrática e conciliadora com os ataques feitos pela empresa e governo. Graças a atual chapa 1 o Sindipetro-Caxias é um dos únicos lugares em todo o país que não teve sequer assembleias para debater a situação de agravamento da pandemia e os riscos dos trabalhadores e nem mesmo debateu a privatização que não afeta somente a Bahia, Paraná mas tem reflexos até mesmo em Duque de Caxias. A Chapa 1, orientada pela FUP, CUT e PT é um freio à unidade nacional dos petroleiros para se enfrentar com os ataques.

Os petroleiros enfrentam um dos maiores ataques de sua história, com a privatização generalizada, inclusive de instalações do gás nesta localidade, e nada tem sido feito pela atual direção sindical sobre a privatização em Caxias, no restante do país e em outras subsidiárias. Para abrir caminho à privatização ocorre um radical corte de pessoal, fazendo cada petroleiro ter que fazer jornadas mais extensas, cansativas, e arriscadas, e consequentemente nem mesmo um efetivo mínimo para combate a um eventual incêndio existe em algumas unidades desta base, como o TECAM. Essa situação de falta de pessoal representa um risco não somente para cada petroleiro, mas inclusive para a comunidade de Campos Elíseos no entorno da refinaria, terminal e termoelétrica.

Mas tal como em tudo a atual gestão - marcada por dirigentes que há décadas não trabalham, que nem sabem a cara de sua antiga unidade ou terminal – não há menor mobilização para se enfrentar com a gritante falta de pessoal.

Os petroleiros de Caxias têm alternativa nesta eleição, votando na chapa 2 “Reage Petroleiro”, chapa que reúne diversos trabalhadores da conhecida oposição sindical da região e que tem entre suas lideranças militantes de correntes à esquerda do PT e da FUP, relacionados à FNP. Com a eleição da CHAPA 2 Reage Petroleiro, os trabalhadores de Caxias terão melhores condições de se organizar, garantindo assembleias democráticas para assim se enfrentar com cada ataque que sofrem em suas unidades bem como para se enfrentar com a privatização em todo o país.

O resultado desta eleição poderia significar a continuidade da entrega deste sindicato aos métodos burocráticos da FUP (chapa 1), que está sempre propensa a paralisar ou entregar movimentos, mesmo sem sequer realizar assembleias, como de costume na REDUC e está sempre propensa a confiar no judiciário e negociatas com parlamentares e nunca em desenvolver o protagonismo da categoria, dificultando até mesmo que aconteçam assembleias como vemos agora.

Apoiamos criticamente a chapa 2, resguardando que temos algumas importantes diferenças políticas com parte de seus componentes que não combateram o golpe institucional de 2016 ou outros que adotaram em algumas mobilizações, como na greve do ano passado contra o fechamento da FAFEN, uma posição idêntica à direção majoritária. Apostamos que sua vitória abriria caminho para debates democráticos na categoria, recuperação de métodos combativos que marcavam Caxias décadas atrás e assim para sua verdadeira mobilização frente a ataques históricos.

Encaramos a eleição sindical e este debate como parte de tirar as lições necessárias sobre como a categoria precisa se organizar para enfrentar o maior ataque na história da empresa e para fazer frente a uma situação de calamidade na pandemia que leva a surtos em várias unidades, saiba mais lendo esta matéria.




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