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REBELIÃO POPULAR NO CHILE

[Videos] Jornada de paralisação e mobilização no Chile

Em Santiago do Chile e outras ciudades estão acontecendo mobilizações. Setores de trabalhadores como os mineiros e portuários participam das concentrações.

quarta-feira 23 de outubro| Edição do dia

Após os anuncios de Piñera oferecendo algumas concessões de último minuto para tentar descomprimir a situação social no Chile, está quarta acontece a primeira jornada de greve e mobilizações convocadas pelas centrais sindicais, estudantis e organizações sociais.

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O chamado das direções chegou depois de quase quatro dias de estado de emergência, militarização, mobilizações massivas e uma repressão brutal que levou a ao menos 17 mortos e centenas de feridos e detidos. Nesta segunda-feira se somaram as lutas os portuários de diversas regiões, que começaram com uma greve que paralisou 90% dos portos, e também se somaram os mineiros da Escondida, a maior mina de cobre do mundo. Frente a esse cenário, as direções sindicais e estudantis se viram obrigadas a chamar uma greve, mas bem distantes das reivindicações que se mostram nas ruas, que exigem o fim do estado de emergência e o “Fora Piñera”. As direções, em suas primeiras declarações nesta quarta-feira se manifestaram estar dispostas ao diálogo com o Governo assassino e que deixa a população esfomeada.

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Primeiras imagens de jovens e trabalhadores marchando até a Praça Itália, no centro de Santiago do Chile

Primeiras imagens da concentração e da manifestação em Antofagasta

No marco da convocatoria para a Greve Geral, os mineiros da planta de Codelco se somaram as mobilizações e com paralisações no dia hoje.

Desde o primeiro momento desta quarta, trabalhadores de distintas divisões e plantas da Codelco se pronunciaram a favor do chamado de mobilização nacional e tem se manifestado de diversas formas, com bloqueios, paralisações parciais, assembleias e atos.

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Também se sente com muita força a paralisação dos trabalhadores portuários.

Dezenas de portos paralizam hoje por todo o Chile, com milhares de trabalhadores portuários nas principais cidades costeiras do país.

De Arica até Punta Arenas, com paralisações completas ou por turnos, se somam também a Greve Geral um dos principais setores estratégicos do país.

Em Valparaiso estão sendo levadas a cabo manifestações massivas. Milhares de manifestantes se concentram no parque Itália desta cidade. Importantes entidades da saúde, trabalhadores públicos, docentes, portuários e estudantes encabeçaram a massiva manifestação

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Mais cedo

Trabalhadores da saúde do hospital Barros Luco em greve se mobilizam nas ruas de Santigo para se unificar com a mobilização central.

Em Santiago, trabalhadores do sindicato do centro cultural Gabriela Mistral (GAM) se mobilizaram junto ao “Cordão centro” que se conformou para coordenar as ações.

Em Antofagasta, dezenas de professores de colégios já começaram a se reunir na praça Sotomayor, e trabalhadores da saúde pública também estão se mobilizando e as pessoas começam a chegar na manifestação junto aos professores. “Chile despertou” e “Fora Piñera”, “Não à AFP”, “Chega de abusos” são os cantos que se escutam. Eles também manifestam contra a brutal repressão dos últimos dias.




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