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REINO UNIDO PARTIDO CONSERVADOR

Theresa May será primeira-ministra do Reino Unido depois da desistência de Leadsom

Logo após um breve período de estrelato, a deputada conservadora Andrea Leadsom decidiu retirar-se da corrida pela direção do Partido Conservador, o que deixa caminho livre para Theresa May.

Alejandra Ríos

Londres | @ale_jericho

segunda-feira 11 de julho de 2016| Edição do dia

Leadsom leu sua declaração para a imprensa no quartel general da campanha. Indicou que estava muito agradecida pelo apoio recebido por parte de 84 deputados conservadores, mas que não era o suficiente para governar o país. Ao que agregou que o novo primeiro-ministro tem que contar com um sólido mandato para negociar o brexit e que Theresa May, com o respaldo de 60% dos deputados, estava melhor posicionada. Também confirmou seu “apoio incondicional” à May.

Theresa May se converterá assim na nova primeira-ministra do Reino Unido. O secretário da Justiça, Michael Gove, declarou que Theresa May deve ser nomeada primeira-ministra o quanto antes.

O Comitê 1922, composto por deputados sem pasta e responsável pelo funcionamento do partido, decidiu em sua reunião de emergência que, frente a renúncia de Leadsom, não se abrirão novas eleições internas para eleger um novo líder. O comitê espera que a junta correspondente declare oficialmente Theresa May como a nova líder do partido conservador e próxima ministra em breve.

A surpreendente renúncia de Leadsom segue a polêmica declaração que a deputada fez em uma rádio de que ela “era melhor candidata que May para governar o país porque era mãe”. Leadsom foi fortemente criticada por analistas e políticos pela insensibilidade de suas declarações, já que Theresa May não pode ter filhos. Sem dúvida seus comentários são um reflexo do profundo conservadorismo de Leadsom, enérgica oponente do matrimônio igualitário e do direito ao aborto.

Várias fontes jornalísticas especulam que uma possível vitória de Leadsom poderia levar à uma divisão do partido ou, no mínimo, levar à situação similar a que atravessa o Partido Trabalhista na atualidade.

Deste modo, o agitado verão britânico segue sem dar sossego aos comentaristas políticos depois do referendo histórico sobre o brexit.

Tradução Alexandre "Costela"




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