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PSL quer polícia nos campus das universidades do RJ como na ditadura

Projeto de lei de deputados Alana Passos e Anderson Moraes, ambos do PSL, partido de Jair Bolsonaro, prevê a obrigatoriedade de policiamento nas Universidades estaduais do Rio de Janeiro pela Polícia Militar, um claro projeto que ventila ares da ditadura.

quinta-feira 5 de setembro| Edição do dia

Um projeto de lei de autoria de dois deputados do PSL, criado no dia 23 de maio de 2019, será levado a votação do plenário da ALERJ, a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, no dia 05 de setembro. Esse projeto o PL 623/2019 prevê que os espaços das universidades e instituições de ensino superior do estado do Rio de Janeiro sejam agora também parte da vigilância da PM. PSL este, o mesmo partido que propôs o racista e absurdo projeto pelo fim das cotas raciais na UERJ e que em audiência pública realizada nesta mesma universidade chegaram a agredir estudantes contrários às suas ideias.

O que querem na realidade esses deputados com esse PL?

Nos duros anos da ditadura militar o movimento estudantil, sobretudo das universidades públicas, surgiu como um dos principais pólos e sujeito político nacional de enfrentamento ao regime até então. Entidades como a UNE, cumpriram um papel efetivo na luta contra a ditadura militar no Brasil.

Hoje, com o avanço da ultradireita que saiu do anonimato e reivindica com unhas e dentes o “legado” da ditadura militar o movimento estudantil vem dando mostras de que pode ser novamente um polo catalisador de resistência a esse regime putrefato da democracia burguesa. Essa demonstração se deu em alguma medida nos grandes atos estudantis dos dias 15 e 30 de maio, onde milhares de estudantes do país saíram às ruas contra os cortes na educação perpetrado pelos mandatários de Bolsonaro.

Com o avanço dos cortes e das reformas esse setor, extremamente dinâmico e explosivo pode vir a ser uma grande faísca para os setores da classe trabalhadora contra as reformas colocadas para favorecimento a burguesia nacional e estadunidense.

Que respostas as direções das entidades estudantis das universidades estaduais, em especial a UERJ, vem dando?

Este é mais um ataque desses setores que querem acabar com a educação. O DCE Diretório Central Estudantes da UERJ, dirigido por PT,Pc do B,Levante Popular da Juventude (que também estão na direção da UNE) não armam um plano de lutas para a autoorganização dos estudantes, não constroem e nem convocam assembleias, chamando os estudantes para barrar todos os ataques do Bolsonaro,Witsel e dos racistas do PSL que querem acabar com as cotas raciais.

Parar barrar esses ataques e novos ataques que possam vir precisamos que o DCE e o movimento estudantil estejam organizados na base com planos de luta unificados, para que aproveitemos todo este potencial da juventude. Basta de DCE que convoca de ato em ato sem construir nas bases.

É esse poder catalisador que assusta esses deputados reacionários do PSL. Sob o mantra da “defesa e proteção” aos estudantes, propõem uma absurda lei que na prática seria o aumento da vigilância e repressão nos espaços de autonomia estudantil. É esse papel que sempre cumpriu a polícia militar nos espaços acadêmicos. Seu papel fora dessas instituições é ainda mais mortífero, como fica claro nos caliginosos números de execuções perpetrados por agentes de segurança pública do estado somente nos 6 primeiros meses deste ano, batendo recordes às avessas, o do número de mortes.

Nessa polícia genocida e racista não devemos ter confiança alguma, quanto mais confiar em projetos de lei advindo de setores extremamente reacionários que nada querem com a educação pública.




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