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O machismo, a homofobia e a violência contra pessoas LGBT continua a fazer vítimas, dessa vez no Pará, Akio Willy Costa foi morto por dois homens que retiraram seus olhos, genitália e suas vísceras.

quinta-feira 20 de julho de 2017 | Edição do dia

A banalidade da violência alcança outros patamares, Akio que trabalhava como cabeleiro foi encontrado morto e mutilado por dois homens, que ao serem presos, disseram não se arrepender do crime e ainda guardavam em seu bolso o olho do vítima. Um crime brutal e monstruoso que revela até que ponto pode chegar a LGBTfobia.

A retirar violentamente e com tamanha crueldade a vida de Aikio somente por ter escolhido ser quem era, eles não praticaram um ato isolado, mas sim reproduziram no maior grau possível a violência cotidiana contra a população LGBT que se estende por todo o Brasil, perpetuada pelo estado capitalista no mundo todo que mata centenas de homossexuais, lésbicas, travestis e transexuais com respaldo na moral da "família" cristã e na própria Igreja que segrega essa mesma população e perpetua o ideal machista e LGBTfóbico na sociedade e em principal na classe trabalhadora.

Akio, Verônica Bolina e Laura Vermont entre tantas outras vitimas dos monstruosos assassinatos de pessoas LGBT parecem ser apenas números banais de corpos no chão para o estado capitalista. A falta de direitos mínimos se entende cada vez mais para as travestis, onde a resistência passa por se manter viva e enfrentar uma dura luta para transformar o mundo em um lugar livre das opressões e de uma rotina regrada pelo capitalismo que quer impor sua vontade sobre os corpos e sexualidade. 

Para mulheres e homens, cis e trans é necessário travar uma forte luta cotidiana contra todas as formas de opressão. Basta de assassinatos de LGBT! Aikio presente!

*Alguns portais noticiaram que Aikio seria uma pessoa trans, este portal desmentiu a informação baseado na afirmação dos amigos de Aikio.

FOTO: NLUCON




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