Política

SAÚDE PÚBLICA

Governo Bolsonaro não liga para a vida do povo pobre e bloqueia repasse para a saúde do RN

Mais uma prova do total descaso de Bolsonaro com a população: atraso no repasse de verbas a setores importantes, tais quais a saúde, por exemplo, deixará a população do RN em situação ainda mais precarização, sem os atendimentos necessários, medicamentos e exames.

sexta-feira 26 de julho| Edição do dia

Trabalhar até morrer sem direito à saúde pública: esse é o Brasil que o governo Bolsonaro quer. Além de planejar um futuro de miséria para o povo pobre com a reforma da previdência, cada vez fica mais explícito que a vida do povo pobre de nada vale para o governo, que agora está diretamente atacando o direito à vida bloqueando o repasse de verba na área da saúde para o povo potiguar.

Segundo a governadora Fátima Bezerra (PT), “Há três semanas tentamos marcar audiência com o ministro da Saúde e não conseguimos. Vimos tratando com o Ministério desde fevereiro. Atendemos todas as solicitações do Governo Federal, apresentamos relatórios e documentos e o ministro prometeu que iria fazer os repasses. Mas isto não aconteceu. Não quero acreditar que está havendo retaliação política ao povo do Rio Grande do Norte”.

Fátima Bezerra, que no discurso afirma se preocupar com a saúde do povo pobre, está sendo parte da batalha que governadores do PT e PCdoB estão dando para anexar os Estados e Municípios no texto da reforma da previdência que ainda será votada no Senado. Essa estratégia abre ainda mais espaço para ataques e mostra explicitamente que o que ela coloca como prioridade não é a digna condição de vida dos potiguares, e sim negociatas com alas do governo que trabalham para manter o privilégio de uma pequena minoria de patrões e empresários.

O deputado federal João Maia (PL) afirmou que "o governo federal está devendo ao Rio Grande do Norte". O secretário de Saúde Cipriano Maia, enquanto isso, disse que o “atraso no pagamento a fornecedores e alguns prestadores de serviços” é consequência desses atrasos. Segundo Maia, o déficit previsto para 2019 é de R$ 154 milhões. Dentre as solicitações do RN ao Ministério da Saúde encontram-se cirurgias ontológicas, ortopédicas, urológicas, leitos de UTI, dentre outras coisas. Quem sente na pele, literalmente, é a população.

Já não é de hoje que o presidente deixa escancarada sua xenofobia. Recentemente tomou conta das redes um vídeo que viralizou nas redes, onde Bolsonaro conversa com o ministro da Casa Civil , Onyx Lorenzoni, despejando abertamente todo seu preconceito contra os nordestinos. O mesmo já fez com índios e quilombolas , por exemplo, e seu discurso em nada está descolado de sua prática , já que os ataques e cortes seguem sendo aplicados e tem alvo certo : os trabalhadores, mulheres, negros , LGBTs, a população pobre , os jovens e estudantes .

Não podemos permitir que essa corja continue a descarregar em nossas costas precarização, cortes e retirada de direitos para que a crise seja paga por nós! Enquanto Bolsonaro se curva ainda mais aos ditames imperialistas, rifando o país, gastando trilhões para pagar a dívida pública enriquecendo o bolso dos banqueiros e aplicando profundos cortes e ataques aos trabalhadores, é a população que se vê ameaçada de ter que trabalhar até morrer com a nefasta reforma da previdência, são milhões de brasileiros sem emprego e vivendo nas situações mais degradantes de vida. Isso é inaceitável.

Para que sejam os patrões e não os trabalhadores a pagarem pela crise, e para que tenhamos o pleno direito às questões básicas da vida como a saúde pública, é preciso exigir o não pagamento da ilegal, ilegítima e fraudulenta dívida pública, grande mecanismo de saque das nossas riquezas e de submissão ao imperialismo. Nossas vidas valem mais que o lucro deles!




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