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8M | Damares negligencia o combate a violência contra a mulher e tem o menor gasto da década

Diante do patriarcado e do machismo predominante, Damares Alves utilizou apenas 25% da verba voltada para a ações de enfrentamento à violência contra mulher no ano de 2020, no mesmo ano em que houve um aumento significativo de denúncias de agressões contra mulheres durante a pandemia. Sendo o menor valor dos últimos dez anos, foram gastos somente R$ 35,5 milhões dos R$ 120,8 milhões aprovados pelo Congresso para este fim.

segunda-feira 8 de março | Edição do dia

(Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

O Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos (MMFDH) comandado por Damares Alves usou somente 24,6% do total de R$ 120,8 milhões para ações de enfrentamento à violência contra mulher em 2020, no mesmo ano em que a pandemia contribuiu para aumento dos casos contra a mulher, somando-se 105.671 denúncias de violência contra mulher, na qual 72% eram de violência doméstica e intrafamiliar.

O gasto atual é a menor quantia dos últimos governos. No governo Dilma, em 2014, foram utilizados R$ 193,3 milhões para enfretamento à violência contra mulher. Em 2017, presidido pelo golpista Michel Temer o gasto foi de R$ 66,8 milhões. Em 2019, no atual governo de Jair Bolsonaro, o gasto chegou no valor mínimo de R$ 47,8 milhões, tendo o valor diminuído em 2020 para R$ 35,5 milhões.

É uma demonstração do que o regime do golpe reserva para as mulheres, cortando iniciativas básicas de combate a violência e aprovando medidas, como a Reforma Trabalhista e a Reforma da Previdência, que atingem com muita força as mulheres trabalhadoras.

Com a disponibilidade de R$ 65,4 milhões, Damares Alves propiciou apenas R$ 67,8 mil para a Casa da Mulher Brasileira, projeto que tem como finalidade reunir num só espaço todos os serviços necessários para acolhimento da mulher em situação de violência, possibilitando acesso a atendimentos psicossociais, jurídicos e disponibilizando abrigos para as vítimas e seus filhos.

Em 2020, ao decorrer da pandemia, o feminicídio subiu até 2%, de acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Segundo Damares, o Disque 180 apontou um aumento de 39% no número de denúncias.

Não é de hoje que nota-se o abandono a vidas das mulheres no governo de Bolsonaro. A restrição dos gastos para medidas de enfrentamento à mulheres em situação de violência demonstra o quão insignificantes são as vidas das mulheres para este governo. No 8 de março, as mulheres devem reivindicar o direito a uma vida digna e segura, enfrentando todos os atores golpistas que são inimigos das mulheres. É tempo de luta!




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