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CORONAVIRUS

Coronavírus: enquanto mais pobres sofrem com falta de insumos, milionários vão para bunkers de quarentena

A crise do coronavírus vem cada vez mais evidenciando a desigualdade social promovida pelo capitalismo.

quinta-feira 19 de março| Edição do dia

O confinamento provocado pela pandemia do coronavírus tem sido medida para conter disseminação do COVID-19 na população. Porém, há um seletíssimo grupo de superricos que acreditam que ficar recolhidos em suas mansões não é suficiente, para isso recorrem aos seus bunkers subterrâneos.

Esses bunkers custam milhões de dólares e oferecem superproteção nuclear, a desastres naturais e outros tipos de catástrofes. Alguns podem chegar a quinze andares de baixo da terra, são equipados com piscinas, bar, cinema, academia, alimentos para longos períodos de “hibernação” e até médicos e enfermeiras para situações emergências.

Desde o início da crise do coronavírus, os negócios da empresa californiana, Vivos Group, aumentaram diante da procura dos milionários. Os bunkers mais caros são exclusivos, mas a empresa também oferece abrigos comunitários que acomodam até 80 pessoas.

A enorme estrutura oferecida a esses poucos milionários frente as milhares de pessoas que atravessam essa crise sem nenhum amparo deixa claro a contradição de como ricos e pobres a enfrentam de forma distintas. Trata-se de uma faca de dois gumes. A crise mostra de forma brutal como as contas das privatizações da rede pública de saúde, corte das pesquisas, precarização de direitos trabalhistas recaem sobre as costas dos trabalhadores, que agora agonizam para conseguirem um atendimento demorado (e muitas vezes tardio) no SUS. Enquanto os ricos que lucram absurdos com a implementação da terceirização e precarização desses serviços podem em poucas horas pegar seus jatinhos para se exilarem.

Enquanto os magnatas podem fugir para seus bunkers subterrâneos a população de alguns bairros de Curitiba, Salvador e Rio de Janeiro além de sofrerem com a falta de leitos com respiradores e testes para contenção da doença, ainda sofrem com a falta de água. Quem acompanha o noticiário já sabe: higienizar bem as mãos, por 20 segundos e várias vezes ao dia, é uma medida fundamental no combate ao Covid-19. Mas isso não tem sido tarefa fácil, já que não chega água encanada na torneira de casa, isso quando a água não chega insalubre, fruto da crise hídrica que a cidade do Rio passou a pouco tempo e dela não está recuperada totalmente.

Por tudo isso, chamamos as e os trabalhadores, mulheres, negros e juventude para tomar em nossas mãos a luta pelas medidas para enfrentar a crise, em defesa da centralização de todo sistema de saúde, incluindo toda saúde privada (desde os grandes laboratórios até as clínicas hospitalares e hospitais privados), sob gestão pública e controle dos trabalhadores e especialistas, para garantir a efetividade desse sistema e assim enfrentar a pandemia.




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