MANIFESTAÇÕES CONTRA BOLSONARO

Carreata contra Bolsonaro percorre as ruas do centro de São Paulo

Manifestantes se concentraram em frente à Alesp e já partiram. A carreata percorrerá pelas ruas de São Paulo, passando pela Avenidade Pedro Alvares Cabral, chegando à Paulista e encerrando na Praça Roosevelt.

sábado 23 de janeiro| Edição do dia

A manifestação foi convocada pela CUT, Frente Brasil Popular, Povo Sem Medo e Movimento Acredito (de Tabata Amaral - PDT). O Mote principal do ato é "“Fora Bolsonaro! Impeachment Já! Em Defesa da Vida!” e também em defesa da vacinação da população.

A carreata em São Paulo faz parte de uma série de atos contra Bolsonaro que foram convocados para este Sábado. Bolsonaro vê sua popularidade cair em meio à política criminosa diante da crise sanitária que já fez mais de 210 mil vítimas, em especial com o descaso em Manaus onde crianças e idosos morreram pela falta de oxigênio e pela absoluta falta de vacinas para a população trabalhadora e pobre.

Veja mais: Atos pró-impeachment de Bolsonaro ocorrem por todo país

São Paulo é o Estado mais atingido do país, com mais de 50 mil mortes. João Doria e Bruno Covas também são responsáveis por essa tragédia. Utilizaram a pandemia apenas para fazer demagonia opositora contra o nefasto presidente, mas nunca adotaram um plano sério para proteger as vidas, o que envolveria testagem massiva, investimento e contratação de trabalhadores para o SUS.

Pelo contrário, Doria comandou ataques contra o Instituto Butatã e a pesquisa científica no Estado, contudo, apesar das condições precárias, os trabalhadores e pesquisadores conseguiram desenvolver a vacina. A vacina, nas quantidade insuficientes que existe e submetida a todos abusos de podere por parte da elite que fura as filas, existe apesar do governo tucano.

Neste sentido, as milhares de mortes diárias são responsabilidade de Bolsonaro, mas também do conjunto de atores deste regime político apodrecido pelo golpe institucional. Foi com este ataque direto aos direitos democráticos que confluiram desde Bolsonaro à Doria, Rodrigo Maia e STF, ao mesmo tempo que garantiram o teto de gastos, as reformas trabalhista e da previdência e manutenção do pagamento da dívida pública, ilegal e fraudulenta.

O ódio do governo Bolsonaro ocorre também em um momento de aumento das dificuldades na vida dos trabalhadores e da maioria da população. A taxa de desemprego é recorde, e nem auxílio emergencial – com valor insuficiente para sustentar uma família – foi mantido, e ocorrem demissões em massa em várias fábricas que estão fechando suas atividades no país em busca de maximizar seus lucros em outros lugares ou obterem, com a chantagem, ainda maiores benefícios dos governos e das burocracias sindicais subservientes que sempre aceitam cortes em direitos dos trabalhadores.

A raiva que milhões sentem de Bolsonaro e Doria precisa ser conduzida para enfrentar o conjunto de necessidades urgentes da população, em defesa dos empregos, pelo direito de vacinação gratuita para todos, e se enfrentando contra o conjunto do regime do golpe.

Editorial: 2021: Contra pandemia e desemprego, é preciso enfrentar Bolsonaro e o regime do golpe institucional

Não será das mãos de Maia, Doria, do STF, ou colocando um racista e reacionário defensor da ditadura como Mourão no lugar de Bolsonaro que se avançará para se livrar de todas políticas anti-operárias e que colocam os trabalhadores expostos ao vírus e doença.

A burocracia sindical, em primeiro lugar a maior central sindical do país, a CUT dirigida pelo PT, tem se limitado a atos de fachada contra as demissões ou Bolsonaro e não organizado um verdadeiro plano de luta, organizado pela base, como destaca Marcello Pablito em declaração ao Esquerda Diário.

A necessidade de enfrentar o conjunto do regime do golpe é o oposto do que tem feito o PT apoiando o candidato de Bolsonaro no Senado e também na Câmara se compromissando com políticos que votaram mais de 90% das vezes com Bolsonaro, como Baleia Rossi, aliado de primeira hora de Michel Temer, posição esta que é compartilhada pelo PSOL, seja no primeiro ou no segundo turno.

A Assembleia Constituinte Livre e Soberana se sobressaí como uma alternativa que abre maiores perspectivas para a independência e defesa dos direitos da classe trabalhadora. Trata-se de atacar em regra não apenas Bolsonaro e Mourão, mas todas as instituições desse arcabouço golpista dos poderes instituídos (STF, Congresso nacional, etc.) que nos trouxeram até aqui, estando na linha de frente da defesa de todos os direitos democráticos e sociais da classe trabalhadora e do povo pobre, pisoteados diariamente.




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