×

1 ano de Jacarezinho | Cacau: "Não vão calar nosso grito por justiça e memória por Jacarezinho. O Estado é responsável!"

Reproduzimos aqui a declaração de Carolina Cacau, dirigente do MRT e do coletivo Quilombo Vermelho - Luta Negra Anticapitalista, sobre o 1 ano da chacina do Jacarezinho pela polícia assassina no Rio de Janeiro, e a recente destruição pela mesma policia do memorial feito pelos moradores em homenagem às vítimas.

quinta-feira 12 de maio | Edição do dia

"Semana passada, completou 1 ano da Chacina do Jacarezinho, a operação policial mais letal da história do Rio de Janeiro, que executou 27 pessoas. Ontem, vimos as cenas repugnantes dessa mesma polícia racista e assassina destruindo o memorial feito pelos moradores em homenagem às vítimas. Uma afronta de Claúdio Castro, sucessor de Witzel, que comanda essa polícia sanguinária do Rio, ao direito à justiça e à memória.

Leia mais: Chacina do Jacarezinho: o massacre da operação policial mais letal da história do Rio

Essa afronta tem que ser respondida com luta por justiça por todo país.A esquerda e os sindicatosprecisam organizar a luta dos trabalhadores e estudantes em cada local de trabalho e estudo, juntos aos movimentos sociais. É completamente absurda como a impunidade policial é garantida pelo Estado, pelo judiciário e as instituições desse regime político brasileiro degradado. Não à toa 10 das 13 investigações relacionadas à chacina foram arquivadas.

O Estado dá o aval para essa carnificina da juventude e classe trabalhadora negra. E, isso se aprofundou no governo de extrema-direita de Bolsonaro e Mourão, que Castro ama. Para eles não basta sermos massacrados pela pandemia, pela fome, desemprego, os ataques e reformas. Querem sangue. E, a instituição policial é seu instrumento para isso, e sempre vai ser.

Por isso, temos de questionar o Estado burguês e suas instituições repressivas que estão à serviço de proteger, apenas, a burguesia e seus interesses. Basta de impunidade! Basta de chacinas e operações policiais! Os tribunais militares tem que acabar junto com essa instituição reacionária e assassina.

Eles tentam, mas nunca vão calar nosso grito de justiça! O único meio de lutar por (e garantir) justiça é pela nossa mobilização e organização independente - trabalhadores ao lado dos estudantes e mais oprimidos. Essa é a única unidade capaz de levar uma luta consequente contra a violência policial, o racismo e o capitalismo.

Muito pelo contrário do que faz Lula e o PT com seu projeto de conciliação com o racista Geraldo Alckmin. Não esqueçamos que seu governo orquestrou o massacre no Pinheirinho. Alckmin não é (e nunca foi!) aliado da população negra e periférica do país, não podemos nos adaptar a política de conciliação de classes, como faz o PSOL neste momento, que apoia desde o primeiro turno a candidatura de Lula, e realiza uma federação com o partido burguês financiado pelo Itaú, que é a Rede de Marina Silva.

Leia também: O racista Alckmin: Qual é o legado do vice de Lula para com a população negra?

Nosso grito por Justiça seguirá ecoando e nele, definitivamente, não há espaço para a direita!"

Letícia Parks e Flávia Telles, dirigentes do Quilombo Vermelho:




Comentários

Deixar Comentário


Destacados del día

Últimas noticias