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No PR, BA e SE | Bolsonaro fala em crise de fertilizantes, mas governo já fechou 3 fábricas de fertilizantes

O presidente disse que a crise seria causada pela interrupção da fabricação de fertilizantes na China, mas não cita o fechamento de fábricas em estados brasileiros feita pela própria gestão da Petrobrás sob seu governo.

sexta-feira 8 de outubro | Edição do dia

Em discurso realizado durante solenidade no Palácio do Planalto nesta quinta-feira (7), Bolsonaro afirmou que o Brasil poderá sofrer com desabastecimento de fertilizantes no ano que vem.

O presidente, que também subiu o tom diversas vezes em variados assuntos, fez um pedido aos diplomatas do exterior para que mostrem o que estaria acontecendo nos mercados estrangeiros.

- Leia mais: O verdadeiro motivo dos combustíveis estarem tão caros

Bolsonaro disse que diversos países no restante do mundo sofrem com problemas como a inflação e crises de abastecimento. O Brasil, pelo motivo da crise causada pela interrupção de fabricação de fertilizantes na China, poderia ser o próximo país a sofrer com o desabastecimento.

“Vou avisar um ano antes: fertilizantes. Por questão de crise energética, a China começa a produzir menos fertilizantes. Já aumentou de preço, vai aumentar mais e vai faltar. A cada cinco pratos de comida no mundo, um sai do Brasil. Vamos ter problemas de abastecimento no ano que vem”, disse Bolsonaro.

Algo ausente no discurso de Bolsonaro é sobre o fechamento de fábricas nos estados da Bahia, Sergipe e Paraná, que além de deixar milhares de trabalhadores sem emprego também aumentou ainda mais a dependência da agroindústria brasileira em fertilizantes importados e na variação dos preços do mercado internacional.

O fechamento da Araucária Nitrogenados (Ansa/Fafen-PR)
foi anunciado em janeiro de 2020 pela diretoria da Petrobrás, surpreendendo os 1000 trabalhadores da unidade. Somada às outras duas Fafens que a Petrobrás arrendou no fim de 2019 na Bahia e Sergipe, a unidade garantia o abastecimento de cerca de 30% do mercado brasileiro de uréia e amônia.

A política de privatizações e devassa na Petrobrás está levando o país ao buraco e afetando distintos setores da sociedade.




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