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Bolsonaro extingue emissora de rádio MEC Rio, a mais antiga do Brasil

No ar desde 1923, a emissora tem cerca de 50 mil registros e produções e programação voltada a diversidade de gêneros da música brasileira, desde o até choro a música instrumental

sexta-feira 30 de agosto| Edição do dia

Foto: Rádio MEC Rio, reprodução

A escalada em desferir profundos golpes contra a cultura e as linguagens artísticas se aprofunda e atinge diversos campos. Agora, Bolsonaro extingue a mais antiga emissora de rádio do país, a Rádio MEC AM do Rio. A programação continuará no ar até o próximo dia 31. Após isso, a emissora será desligada.

No acervo, são mais de 50 mil registros e dentre as produções, há desde crônicas de Cecília Meireles e Manuel Bandeira até depoimentos que vão de Getúlio Vargas a Monteiro Lobato, sendo importante referência histórica nacional. A emissora está no ar desde 1923.

A jornalista Hildegard Angel postou em rede social sobre o fechamento da Rádio MEC: “Em sua cruzada contra a Cultura no país, o Governo Bolsonaro extingue a Rádio MEC, a mais antiga do país, a rádio da música clássica, dos relatos sobre a História, das entrevistas com personalidades eruditas. O Brasil se empobrece e decai a galope”.

Além do extenso e diversificado acervo, a rádio sempre teve sua programação voltada para difusão da cultura nacional, reproduzindo os mais diversos gêneros de nossa música, tais quais o choro, música instrumental e de concerto e as músicas regionais.

É inaceitável que Bolsonaro siga fazendo da cultura seu balcão de negócios e que continue descartando as linguagens artísticas e equipamentos culturais a seu bel prazer. Silenciando e censurando conteúdos, o que pretende é desferir ainda mais profundamente a série de ataques que já vem descarregando sobre o conjunto da população sem que esta se manifeste, dialogue e reflita sobre seus mandos e desmandos.




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