Política

ELEIÇÕES NA ARGENTINA

A campanha da Frente de Esquerda em marcha

A Frente de Esquerda retoma a campanha em outubro. Apresentou a lista de candidatos, lançou os primeiros spots e cartazes, e nesta quinta realiza a coletiva de imprensa. “Por baixo” também se coloca novamente em movimento a militância.

quinta-feira 10 de setembro de 2015| Edição do dia

“Quero agradecer a todos os que apoiaram com seu voto as duas listas da Frente de Esquerda. Agora encaramos em unidade este desafio de outubro.” Assim começa Nicolás Del Caño o primeiro spot da FIT que já está circulando nas redes sociais.

Del Caño denuncia as responsabilidades do governo e da oposição no drama das inundações e a crise política em Tucumán, e defende claramente um dos principais eixos da campanha: “Eles preparam mais ajustes, com aumento de tarifas e desvalorização. Junte-se a campanha da Frente de Esquerda para dar a eles uma clara mensagem. Não aceitaremos pagar o preço da crise”.

É que nos últimos dias, enquanto as pesquisas mostram um cenário aberto entre os candidatos à Casa Rosada, o panorama econômico se mostra mais preocupante. Os sinais negativos da economia mundial já começam a afetar as exportações argentinas e o “modelo” se enfrenta com novos sinais de esgotamento. Enquanto eles se diferenciam com frases “de campanha”, se parecem cada vez mais como parte de um mesmo plano de ajustes.

A Frente de Esquerda é a única força que se propõe a enfrentar esse ajuste que já se faz sentir, por exemplo nos setores ligados a indústria automobilística.

E tem sido também a única que denuncia claramente a barbárie capitalista que, como consequência das crises e guerras, lança a morte milhares de imigrantes nas costas europeias.

A Equipe

Neste sábado, 5 de setembro, os representantes da Frente de Esquerda apresentaram nos tribunais eleitorais de todo o país as listas de candidatos para o 25 de outubro.

No tribunal da Capital Federal, além das listas de deputados nacionais pelo distrito e para o Parlasul (Parlamento do Mercosul) regional, apresentaram a fórmula presidencial com Nicolás del Caño e Myriam Bregman como candidatos a presidente e vice da única coalização de esquerda para as eleições. A direção nacional do PTS decidiu mudar a ordem de seus candidatos para poder impulsionar uma campanha nacional unitária com um dos principais referentes do PO, como Marcelo Ramal.

Os tempos da rotação dos cargos que eventualmente a FIT conquiste são determinados a partir da porcentagem obtida por cada lista nas PASO, que detalhamos ao final da nota.

A Frente apresentará assim mais de 2000 candidatos en praticamento todos os distritos eleitorais do país, como a única alternativa de esquerda que enfrenta os candidatos tradicionais.

Uma campanha militante

Del Caño faz um chamado neste primeiro spot: “Com sua participação podemos multiplicar a votação em todo o país, e ter mais deputados. Te chamamos a se organizar para dar essa batalha, e defender no Congresso e nas ruas cada revindicação e nosso programa para que a crise seja paga pelos capitalistas. Com seu apoio vamos conseguir!”.

A proposta é para os milhares de trabalhadores, jovens e mulheres que tem apoiado a Frente de Esquerda nas últimas eleições.“

Um trabalhador aeronáutico que levantou um comitê da FIT na Villa 31 de Retiro nos contou sua experiência. “Hoje as crianças me veem e se surpreendem de me ver militando, fazendo lambes, agitação, fiscalizando para a FIT. Me perguntam: O que tanto está ganhando com isso tudo? Nada! eu respondo, fazemos isso por convencimento de classe, porque é a única que pode mudar as coisas. Outra vizinha me perguntou: Então você está com a Frente de Esquerda? Disse que sim, já somos uma centena no bairro!”

Este é apenas um exemplo do entusiasmo e das possibilidades que se abrem para as centenas de comitês e quipes de campanha que tem militado nesses meses e se preparam para o novo desafio. A Frente de Esquerda se lança para multiplicar essas forças.

Em marcha

Na realidade os candidatos e militantes da FIT tem continuado “em campanha” durante essas quatro semanas que se passaram desde as PASO. Em batalhas pelos direitos democráticos e das mulheres, na defesa do emprego e do salário, das comunidades originárias e das mais diversas causas operárias e populares.

Nas próximas lutas estará no centro a oposição entre nossos candidatos, que se porpoem a colocar de pé uma grande força política da esquerda classista, e os candidatos dos ajustes e da impunidade. Assim se resume o primeiro cartaz que está em circulação.

Para apresentar nossos principais candidatos e o programa que defenderá a Frente, nesta quinta se realizará uma coletiva de imprensa com as principais referências do Partido dos Trabalhadores Socialistas, o Partido Obrero e a Esquerda Socialista. Para a qual estão convidados referentes de toda a esquerda, direitos humanos, movimento de mulheres e do sindicalismo combativo.

A campanha está em marcha.

Candidatos

Confira a lista de como se distribuirão os tempos por cargo legislativo que eventualmente a Frente de Esquerda obtenha em 25 de outubro entre os três partidos integrantes, cuja duração é de 48 meses.

Deputados Nacionais (em meses):

CABA: PTS 21; PO 18; IS 9. Encabeçam a lista Gabriel Solano (PO), María Victoria Moyano (PTS) e Laura Marrone (IS).
Província de Buenos Aires: PTS 21; PO 18; IS; IS 9. Encabeçam Néstor Pitrola (PO), Christian Castillo (PTS), Mónica Schlotthauer (IS) y Nathalia González Seligra (PTS).

Córdoba: IS 20; PTS 18; PO 10. Encabeçam Liliana Olivero (IS), Hernán Puddu (PTS) y Jorge Navarro (PO).

Santa Fe: PTS 28; PO 20. Encabeçam Octavio Crivaro (PTS) y Jorgelina Signa (PO).

Tucumán: PTS 25; PO 23. Encabeçam Alejandra Arreguez (PTS) y Martín Correa (PO).
Jujuy: PTS 48. Encabeza Alejandro Vilca (PTS).

Neuquén: PTS 30; IS 18. Encabeçam Raúl Godoy (PTS) y Angélica Lagunas (IS).

Mendoza: PTS 48. Encabeçam Noelia Barbeito (PTS).

Completam a lista Omar Latini (PO) em Santa Cruz e outros candidatos em distintos distritos.

Parlasul Nacional (em meses):

PTS 24; PO 16; IS 8. Encabeçam Andrea D’Atri (PTS), Marcelo Ramal (PO), Graciela Calderón (IS) e Claudio Dellecarbonara (PTS).




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