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Demissões na pandemia | Vigor Alimentos em Anápolis (GO) transfere produção para SP e deixa 250 desempregados

Com justificativa de aumentar a sua eficiência operacional, a Vigor Alimentos anunciou em 06 de abril a suspensão por tempo indeterminado de suas operações na planta em Anápolis (GO), transferindo a sua produção para São Caetano do Sul (SP), mais de 250 funcionários perderam seus empregos.

Cris LibertadProfessora da rede estadual em Anápolis - GO.

quinta-feira 8 de abril | Edição do dia

Foto: O Hoje

Essa é a face real do capitalismo, no pior momento da pandemia as indústrias fecham suas plantas e transferem a produção para um local onde tenham mais vantagens, demonstrando que os próprios interesses vêm à frente e a irracionalidade capitalista que descarta o que não lhe é útil como lhe convém, no caso, maquinário – que deveriam ser imediatamente reconvertidos para a produção de insumos necessários ao combate da pandemia como EPIs, leitos de UTI, respiradores – e os trabalhadores são descartáveis.

Essa é a atual situação de mais de 250 trabalhadores da Vigor Alimentos que anunciou no dia 6 de abril que estaria suspendendo por tempo indeterminado suas operações na filial em Anápolis, município goiano, distante pouco mais de 50 km da capital, Goiânia. A empresa anunciou apenas um pacote de desligamento sem justa causa.

Nós do MRT destacamos nossa solidariedade aos trabalhadores da Vigor, efetivos, terceirizados, diretos e indiretos e a todas as famílias que serão atingidas por essa medida irracional – haja visto que a produção de Anápolis atende à todas as regiões do país, o que demonstra que a justificativa da Vigor que manterá a sua produção em outro município vem de interesses próprios e não em de supostos interesses dos consumidores. Esse é mais um ataque aos trabalhadores brasileiros de conjunto. Pois, evidencia um projeto de desindustrialização do país, desemprego, informalidade e rebaixamento de direitos.

Nesse sentido, cabe enfatizar que é necessária mais do que nunca a maior solidariedade possível e unificação de todas as categorias e o DAIA (Distrito Agroindustrial de Anápolis), por reunir inúmeros tipos de indústrias, desde montadoras de automóveis, passando pelo conjunto farmoquímico e as indústrias de alimentos pode ser um pólo de organização dessas diversas categorias para fortalecimento da luta em defesa dos empregos desses trabalhadores, barrando o fechamento das fábricas e as demissões e convertendo esse potencial industrial a serviço de todos na pandemia. É fundamental a luta da classe trabalhadora, inclusive, pela proibição das demissões na pandemia. Para tanto, também é mais do que urgente que as centrais sindicais despertem de sua imobilização, sendo suporte de apoio para organização desses trabalhadores contra Bolsonaro, Caiado e todos os golpistas para que sejam os capitalistas que paguem pela crise. Os exemplos da greve dos trabalhadores da LG contra o fechamento da fábrica em Taubaté/SP; dos metalúrgicos da Ford, também em Taubaté, construindo uma oposição de esquerda à direção da CUT que quer separar a luta contra os trabalhadores da LG; a greve e paralisações de rodoviários em várias cidades brasileiras - são todos respiros de luta para toda a classe trabalhadora!




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