Juventude

PLENÁRIA FAÍSCA SP

Uma Faísca para incendiar o país com as ideias anticapitalistas e revolucionárias

No último sábado, 11 de fevereiro dezenas de jovens se reuniram na primeira plenária estadual da Faísca São Paulo, em 2017, para debater como construir uma forte juventude nacional, aliada aos trabalhadores e que por meio das ideias revolucionárias e anticapitalistas consiga se fundir com os milhares de jovens e mulheres que não se vêem nas "respostas" à crise que Temer, o judiciário e os capitalistas querem impor, indo muito além da miséria do possível que dos capitalistas, batalhando pela construção de uma sociedade livre de toda exploração e opressão. Confira os depoimentos de militantes da Faísca, sobre os principais debates que permearam a plenária.

quarta-feira 15 de fevereiro de 2017| Edição do dia

“A Faísca nasceu ano passado, organizando dezenas de jovens que queriam lutar contra o golpe institucional no país, sem nenhuma confiança nesse judiciário burguês e de forma independente da conciliação petista. Existimos para mostrar que a juventude está na linha de frente para barrar todos esses ataques que a classe trabalhadora e os jovens estão sofrendo em todo o Brasil. A nossa missão de todos os dias é questionarmos os privilégios dos patrões. A Faísca é anticapitalista porque estamos cansados de ver essa desigualdade social na sociedade. A nossa aliança é como os trabalhadores por condições melhores, um ambiente saudável sem assédio, é que de fato sejam remunerados de acordo com seu trabalho, e uma carga horário correta. Queremos acabar com toda a miséria, a exploração, e queremos condições melhores para os jovens que desde cedo começam a trabalhar sem chances de estudar. Queremos ser a juventude que no ano do centenário da revolução russa, traz de voltas ideias de Karl Marx de que a classe dominante trema diante da ideia de uma revolução comunista! Porque os proletários não tem nada a perder nela, a não ser as correntes que os aprisionam. Temos um mundo a ganhar.” #AuniaoFazAforça #JovensDeLuta #ContraOsAtaques #TrabalhadoresResistem
Lari, estudante de Ciências da Computação na UNICAMP

"As discussões que foram feitas acerca da construção de uma forte juventude nacional giraram em torno da necessidade nos ligarmos cada vez mais a um maior número de jovens que acreditem e levem a frente nossas ideias anticapitalista e revolucionárias, para que assim possamos ser uma força real de enfrentamento contra todos os ataques que nos atingem. Foram feitas discussões acerca de como construir uma juventude nas escolas e universidades, mas também como chegar até a juventude operária. Além disso, também debatemos acerca da construção por parte da Faísca de entidades estudantis como a UNE e a ANEL, debate profundo que ficamos de seguir nas próximas reuniões. Discutimos também a existência do manifesto da Faísca, já rascunhado, que trará além de nosso programa de sociedade, uma sociedade livre de toda exploração e opressão do sistema capitalista, em que a humanidade possa disfrutar e viver sem o empecilho do capital, a importância de construirmos uma juventude anticapitalista e revolucionária pró operária, que esteja sempre lado a lado com a classe trabalhadora, reconhecendo assim, o poder que pertence apenas a esta classe, de nos libertar. Para levarmos mais a fundo o debate do manifesto, realizaremos ao longo da próxima semana reuniões regionais, que discutirão além do manifesto, materiais a serem usados nas calouradas que ocorrerão no mês de março, visando sempre o chamado a mais jovens à construção desse projeto conosco."
Mariana Duarte, estudante da letras USP

“Esse ano marca o início da Era Trump, a cara mais reacionária, machista, xenófoba e racista do imperialismo mundial. A enorme crise política, social e econômica que vem atravessando alguns dos principais países do mundo, abre espaços pra novas formas de pensar. Seja à direita com Trump, o Brexit ou o golpe institucional no Brasil ou a esquerda com as marchas de mulheres contra Trump em todo mundo, por nenhuma a menos na América Latina, pelo direito ao aborto na Europa, na luta contra o racismo e a violência policial nos EUA e na África do Sul, com os trabalhadores e na juventude francesa que se levantaram contra a reforma trabalhista de Hollande. No Brasil junho de 2013 marcou o início de uma nova etapa na luta de classes, onde a juventude vem sendo um dos setores mais dinâmicos, seja na luta contra a precarização dos transportes, em defesa da educação, na luta contra o golpe e nas milhares de escolas e universidades ocupadas contra a PEC 55 e a reforma do ensino médio. Nós da Faísca nos propomos a construir uma forte juventude anticapitalista e revolucionária para se fundir com as centenas de jovens que hoje veem como o capitalismo é o responsável pelas mazelas sociais que sofremos, milhares de jovens que não se contentam com a miséria do possível e querem começar o novo, querem lutar pela construção de uma sociedade livre de toda exploração e opressão.”
Odete Cristina, estudante da USP e militante do Movimento Revolucionário de Trabalhadores

“Na nossa plenária de São Paulo discutimos com centralidade a situação do Rio de Janeiro. Os planos de ajustes do governo Pezão lá, de fechar a UERJ, privatizar a água e o saneamento básico da CEDAE, fazer os servidores e aposentados pagarem com seus salários e empregos pela falência do Estado, enquanto seguem pagando a dívida para os capitalistas lucrarem, tudo isso expressa que querem o Rio hoje como “laboratório de ataques”, para depois repetir em todos os outros estados. Querem nos enfiar as Reformas do Ensino Médio, Trabalhista e da Previdência. Mas, contrariando os planos dos políticos e golpistas, além da verdadeira trégua das centrais sindicais petistas lá, o Rio pode ser um “laboratório de resistência dos trabalhadores e jovens”, para dar exemplo nacional de como arrancamos uma saída revolucionária contra essa crise que é dos capitalistas e dos seus governos, não nossa. Fortalecer essa batalha no Rio hoje é estarmos mais fortes no país inteiro para tomarmos as ruas num novo junho em defesa dos nossos futuros.”
Tatiane Lima, estudante da Unicamp e militante do Movimento Revolucionário de Trabalhadores

Juventude Faisca do estado de São Paulo em solidariedade aos estudantes e trabalhadores em luta no RJ, que na última quinta-feira foram brutalmente reprimidos pela polícia racista e assassina de Pezão e Temer. Pelo fim de todas as polícias! Estamos com os trabalhadores da CEDAE

"Neste dia 11 também discutimos algumas das campanhas que serão encabeçadas e trazidas a debate este ano. A campanha nacional vem falar sobre a reforma do Ensino Médio, que vai em contraponto ao que acreditamos ser uma educação emancipadora e capaz de estimular uma criação de conhecimento crítico e não uma forma de formatação de mão de obra para o mercado de trabalho, uma vez que ela revê as diretrizes do que será levado a sala de aula, o texto da proposta não abraça as disciplinas ligadas a área de humanidades, não as torna obrigatórias. A reforma ainda virá com uma enchurrada de demissões de professores e funcionários, tornará ainda mais precário o sistema educacional o que mais tarde servirá de desculpa e abrirá espaço as privatizações do ensino. Destacamos a importancia da formação profissional de qualidade e mantida por inventimento público. A reforma do governo Temer propõe uma via direta ao mercado, praticamente subtraindo a formação educacional onde quem cursar o ensino médio perderá algumas vivências e debates importantes para uma manifestação do pensamento crítico, emancipador como dito antes. Desejamos fazer a campanha durante esse próximo período de volta as aulas e aqui deixamos o convite a todos para se unirem na luta.
Das propostas de campanhas regionais, foram acolhidas a defesa da arte de rua, em resistência aos ideiais higienistas do governo PSDB que além do programa Cidade Linda, está provocando um massacre na cultura no ABC paulista, cortando verbas e sucateando os espaços de pesquisa artística da região. Ainda na pauta regional, nos propusemos a pensar nos altos índices de desemprego (que hoje atinje no mínimo1/4 da população jovem) e na legalização das drogas considerando o índice de encarceramento e morte da juventude, principalmente negra e periférica, e outros fatores problemáticos trazidos com a política de guerra as drogas."
Cláudio, estudante do CLAC, em São Bernardo

É de senso comum que hoje a rede social como um todo - facebook, twitter e etc - é o nosso principal meio de comunicação e consequentemente a mais acessível e disseminadora fonte de informações. Sendo este, a princípio, um espaço público e teóricamente livre de censura ideológica, a rede social torna-se uma arma em potencial nas mãos da mídia pretenciosa e alienadora.É notório que há muito tempo a imprensa da direita reacionária só cresce no Brasil, o que é de extrema preocupação para os jovens e trabalhadores de esquerda que sentem atacados cada vez mais por seu discurso disfarçado de notícia que só sabe beneficiar a burguesia e fazer com que o racismo e as diferenças de classe avancem. É, portanto, de suma importância que exista hoje no Brasil uma mídia independente e que dê a devida abertura para que todos leiam a realidade e verdadeira história do capitalismo gerado hoje não só no Brasil, mas também em outros países. O Esquerda Diário (ED) nasce dessa carência de informações críveis e tem como missão desempenhar o papel de ser uma fonte limpa e livre de influências partidárias burguesas. Visando difundir essas idéias para todos os setores da comunidade, o Esquerda Diário circula tanto online quanto impresso em mais de 11 países, como Argentina, Bolívia, Chile, Venezuela, Espanha, França, Alemanha, EUA e outros. Para nós que escrevemos no ED é de grande importância que os jovens e os trabalhadores se aliem a essa mídia independente. Os portais de direita não dão abertura para que ninguém escreva em seus meios de comunicação. Em contrapartida no Esquerda Diário temos a liberdade de expressão para escrevermos o que queremos e achamos sobre essa direita capitalista, expondo assim nossas ideias de várias formas. Hoje nossa página no facebook tem aproximadamente 146.577 mil curtidas e aumenta a cada dia. Para as pessoas de esquerda que antes não possuiam uma ferramenta confiável, o Esquerda surge oferecendo um novo horizonte e, aliado a juventude Faísca, quer que todos aqueles que, assim como nós também enxergam a necessidade de fortalecer as ideias anticapitalistas e revolucionárias, unam-se ao projeto e somem suas forças conosco!
Liz Mungo e Giovane Direnzi, jovens de Carapicuíba

"Um dos pontos ressaltados na nossa plenária, é a importância da nossa voz nesse 8 de março, construindo junto com o Pão e Rosas, a paralisação internacional de mulheres nas nossas escolas, universidades e locais de trabalho. Vamos levar conosco e expressar a força das mulheres que se levantaram em um grande ato que reuniu 1.000 mulheres em Campinas, juntamente com o pão e rosas, em repúdio ás mulheres mortas pelo machismo e o capitalismo. Relembraremos das mulheres no Brasil e no EUA e em todo mundo se ergueram contra Trump, a força das latinas que se impuseram contra o feminicídio, por Nenhuma a Menos. Estaremos juntos com nossa companheira Diana Assunção, que foi atacada com ameaças machistas vindas, princinpalmente, dos seguidores do Bolsonaro e não se intimidou, mostrando a força das mulheres. Queremos que nesse 8 de março sejamos milhares contra o machismo e o capitalismo"
Emily, estudante secundarista de Campinas

A juventude Faísca de São Paulo manda toda solidariedade aos estudantes do DA de biologia da UFMG, e repudiando todos os ataques machistas e reacionários que os bolsominions vêm dirigindo a eles e em especial as ameaças sofridas pela Pammela Teixeira. Mexeu com uma, mexeu com todas!

Confira fotos da plenária aqui




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