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GREVE FRANÇA

Um mês de greve petroleira contra 700 demissões na França

Os grevistas da refinaria da Total, localizada em Grandpuits, vêm realizando ações há um mês contra os planos da patronal de demitir 700 trabalhadores.

quinta-feira 11 de fevereiro| Edição do dia

Há um mês, os trabalhadores da Total na refinaria Grandpuits, na França, estão em greve contra 700 demissões. No dia 3 de fevereiro, atendendo ao apelo dos grevistas e da Federação Nacional das Indústrias Químicas da CGT, outras refinarias da empresa se somaram à greve.

A multinacional do petróleo apresenta o fechamento como uma "reconversão ecológica", mas na realidade pretende levar a produção para países com menor regulamentação trabalhista e ambiental, como o megaprojeto de Uganda, que permitirá a produção de 1,4 bilhão de barris de petróleo, causando a destruição de toda uma região e o deslocamento de 100.000 pessoas.

Total é uma gigante global, suas ações estão listadas em terceiro lugar na bolsa de valores de Paris. Em 2020, embolsou 7 bilhões de euros em dividendos, tirando bilhões de ajuda do Estado. Os trabalhadores estão protagonizando uma grande greve. Eles colocaram em pé uma assembléia geral que decide os passos a seguir, um verdadeiro controle dos trabalhadores sobre sua própria luta.

Saiba mais: Na França, trabalhadores de refinaria levam a frente greve exemplar contra demissões

As mulheres dos grevistas se organizam para apoiar sua luta. Também diferentes setores de trabalhadores, estudantes e organizações ambientais estão solidários com sua luta. A luta em Grandpuits está se tornando um exemplo de como enfrentar as demissões e precarização na França.




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