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Trump destila reacionarismo ironizando Parasita em comício eleitoral

O presidente dos EUA de extrema-direita, Donald Trump, criticou ontem, quinta (20), o Oscar de melhor filme ter ido para o sul-coreano Parasita. Ele questionou como uma produção estrangeira venceu a premiação.

sexta-feira 21 de fevereiro| Edição do dia

"Quão ruim foi o Oscar deste ano?", perguntou Trump aos que assistiam comício para sua reeleição em Colorado. "Já temos problemas suficientes com a Coreia do Sul, com o comércio. Além disso, eles entregam para eles o melhor filme do ano?", questionou Trump. Inclusive deixou bem claro que estava dizendo aquilo sem nem ter assistido o filme: "É bom? Não sei".

Esse é um exemplo de sua xenofobia. Outro e que ataca ainda mais as condições de vida da própria população norte-americana foi em discurso de apresentação de sua campanha. Trump atacou as chamadas cidades santuário (aquelas onde se evita perseguir aos imigrantes irregulares que não estão acusados de nenhum delito) dos EUA, apontando-as como responsáveis por “favorecer a delinquência”.

Mas nitidamente vemos que o debate que o filme propõe sobre a desigualdade social, ainda mais num contexto em que a realidade expõe luta de classes na vitrine para o mundo inteiro ver com a rebelião chilena e a revolta dos trabalhadores franceses, essa situação cutucou Trump.

E agora, em tempos das primárias das eleições norte-americanas, em que ele precisa refortalecer sua base reacionária, não poderia deixar de aproveitar o resultado do Oscar para destilar xenofobia, preconceito e inferiorização. Trump é o retrato máximo da face reacionária da burguesia no mundo e não perde tempo em fazê-lo. Demonstra isso atacando também Parasita, para engrossar o caldo de sua base.




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