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Trabalhadores do TABG seguem sem testes mesmo com morte por covid na unidade

A política absurda da direção da empresa no Terminal Aquaviário da Guanabara (TABG) que nem ao menos testa os trabalhadores da unidade antes que retorne as suas funções.

quinta-feira 28 de maio| Edição do dia

Há quase um mês atrás denunciamos aqui no Esquerda Diário a política absurda da direção da empresa no Terminal Aquaviário da Guanabara (TABG) que nem ao menos testou o trabalhador terceirizado da unidade antes que ele pudesse retomar suas funções, e após 3 dias com do seu retorno, ele infelizmente faleceu.

A direção da unidade deveria ter testados não apenas os funcionários que tiveram contato com esse funcionário, mas todos do terminal, pois sabemos através de vários meios de comunicação que o vírus é altamente transmissível. Se a empresa de fato estivesse preocupada já tinha feito isso logo após essa notícia trágica, mas não apenas não tomou essa medida de segurança mínima com também quase 1 mês depois segue sem garantir testes a todos os trabalhadores do terminal.

Não é só uma política absurda, mas também absolutamente despreocupada com a vida dos trabalhadores próprios e terceirizados que nesse momento podem estar infectado sem saber e pior, podem inclusive contaminar pessoas com quem mora junto ou no trajeto de sua casa até a unidade. Isso poderia ser revertido de uma maneira simples, garantindo testes para todos os trabalhadores da unidade para que se caso estiverem contaminados poderem fazer um isolamento e quarentena onde não contaminem mais ninguém.

Os números de contaminados e mortes aumentam a cada dia no Rio de Janeiro, o mínimo que a direção da empresa poderia garantir além de EPI’s seriam testes para os funcionários e suas famílias. Mas vemos o contrário, a sde e a ganância por lucros coloca a vida dos petroleiros em segundo plano e casos como esse do terceirizado que morreu por conta de covid é um exemplo disso. A resposta para essa política absurda que negligencia as vidas dos trabalhadores pode vir da auto-organização em cada unidade, com comitês de higiene e saúde que pudesse deliberar o que os trabalhadores necessitam desde EPI’s a testes e exigir da empresa o mínimo necessário para que se possa trabalhar com segurança e preservando as vidas.




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