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Senador Arolde Oliveira (PSD-RJ), negacionista da Covid-19, morre pela doença

O senador bolsonarista Arolde de Oliveira era defensor da cloroquina, contra o isolamento social – considerando-o “alarmismo” – e faleceu ontem (21), vítima de coronavírus.

quinta-feira 22 de outubro| Edição do dia

Em foto postada nas redes sociais, o senador Arolde de Oliveira e Flordelis junto com Bolsonaro, apoiando-o em 2018.

Na noite desta quarta-feira, 21, faleceu o senador Arolde de Oliveira na cidade do Rio de Janeiro aos 83 anos, vítima da Covid-19. O parlamentar, que estava internado desde o começo de outubro em uma UTI, teve sua morte informada pela família através das redes sociais.

É o primeiro congressista brasileiro em atividade a morrer pelo novo coronavírus. Arolde de Oliveira foi deputado federal por nove mandatos consecutivos e em 2018 foi eleito senador pelo Rio de Janeiro, ao lado de Flávio Bolsonaro, que o homenageou em suas redes.

Aliado de Jair Bolsonaro, Arolde tinha uma relação bastante próxima com toda a família. Desde o início do mandato do presidente, o senador declarou seu apoio inúmeras vezes às políticas sanitárias do governo para o enfrentamento da pandemia.

Arolde de Oliveira defendia junto com o presidente o uso da cloroquina para tratar pacientes com Covid-19, como declarado em suas redes sociais em abril, ao dizer que “fico com a sugestão do uso do medicamento desde o início, como quer o Presidente @jairbolsonaro”.

Ao longo deste ano de pandemia, Arolde de Oliveira declarou também como para ele a Covid-19 era um “vírus chinês”, classificando o isolamento social como “alarmismo”.

Não só isso, seu caminho na política demonstra como Arolde era um dos políticos mais antigos da bancada evangélica, inclusive ajudando a eleger e lançar a atual deputada Flordelis no universo da política pelo partido que Arolde era dirigente, o PSD.

O senador também era dono da gravadora musical que comercializava as músicas da deputada e cantora gospel Flordelis logo antes de ela ser acusada de mandar matar o marido, o pastor Anderson.

Veja mais: Hipocrisia na Bancada Evangélica: contra o direito ao aborto, mas em defesa de Flordelis?




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