Política

REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Senado anuncía que votará 2° turno da Reforma da Previdência em 22 de outubro

Nesta terça-feira, dia 8, foi fechada no senado a data da votação em 2º turno da Reforma da Previdência, após avançar decisão sobre a entrega dos recursos do pré-sal, colocada como condicionante para a votação da Reforma por grupo de senadores preocupados em fechar a divisão dos excedentes entre estados e municípios.

quarta-feira 9 de outubro| Edição do dia

Devido ao anúncio de leilão do excedente de petróleo descoberto na Bacia de Santos, a chamada cessão onerosa, que será uma venda histórica dos recursos naturais para as mãos do imperialismo, os senadores resolveram adiar a votação da Reforma da Previdência em uma semana.

A data, que ainda não tinha sido fechada, ficou para o dia 22, a partilha do excedente será encaminhada primeiro, sendo votada hoje, dia 9, na Câmara e dia 15 no Senado. Apesar do presidente do senado, Davi Alcolumbre ter dito que a prioridade era aprovar até dia 15, a hierarquia das pautas se deu por conta da pressão feita por um grupo de senadores que se negou a votar a Reforma antes dos recursos milionários do pré-sal, e em menor escala, pela ausência de diversos senadores na semana do dia 15.

A votação no dia 22 vem para confirmar o ataque que é o principal interesse do governo Bolsonaro desde o início do ano, pois se trata de uma Reforma que vai na prática tirar o direito a aposentadoria, fazendo a população trabalhar até morrer.

Após aprovação em 2º turno, o Senado deve ainda apostar na chamada “PEC Paralela”, que deve aprofundar ainda mais o nível de ataque dessa reforma, estendendo para os estados e municípios.

O texto aprovado em 1º turno estabelece uma idade mínima de 65 anos para homens e 62 para mulheres, e combinado à Reforma Trabalhista vai impor um nível de precarização sem precedentes para os trabalhadores. Enquanto isso o governo Bolsonaro segue outros ataques como o Future-se e os cortes na CAPES/CNPq, uma vez que só a Reforma da Previdência, vendida como única solução frente à crise econômica, não será suficiente para recuperar a economia nos marcos necessários para o governo.

É por isso que esses ataques não podem ser encarados em separado, enquanto segue focos de mobilização em universidades como a UFSC, que tem sido a linha de frente de rechaço aos cortes de bolsas e ataques nas federais, não pode ser que a UNE siga fazendo atos meramente formais, somente a energia que ainda demonstra a juventude é capaz de incendiar o conjunto da classe trabalhadora para se armar contra a Reforma da Previdência e todos os ataques que pretendem fazer com que sejamos nós que paguemos pela crise.




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