×

Miséria capitalista | Saneamento inadequado levou a praticamente 1% de todas as mortes no Brasil entre 2008 e 2019

As DRSAI (Doenças Relacionadas ao Saneamento Ambiental Inadequado) levaram a cerca de 0,9% de todos as mortes no Brasil entre 2008 e 2019, segundo IBGE. Doença de Chagas, diarreias e disenteria foram as principais causas dos óbitos por falhas de saneamento no período. Norte e Nordeste, com exceção de Pernambuco e Bahia, tem piores porcentagens de domicílios atendidos com coleta de esgotamento sanitário por rede geral, variando de 9,9% (caso de Rondônia e Piauí) a 54%, no caso de Sergipe.

quarta-feira 24 de novembro | Edição do dia

Foto: Raphael Prado/G1

As DRSAI (Doenças Relacionadas ao Saneamento Ambiental Inadequado) levaram a cerca de 0,9% de todos as mortes no Brasil entre 2008 e 2019, segundo dados revelados pelo Atlas de Saneamento lançado nesta quarta-feira (24) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Veja também: Bolsonaro e Mourão são responsáveis pela miséria, fome e desemprego que assolam o povo negro

O estudo aponta que, entre as mortes ocorridas apenas por doenças infecciosas e parasitárias no Brasil, as DRSAI têm participação em 21,7% dos óbitos no mesmo período, sendo esse percentual maior nas regiões Centro-Oeste (42,9%) e Nordeste (27,1%).

No período entre 2008 a 2019, foram notificados 11.881.430 casos de DRSAI no Brasil, com 4.877.618 internações no SUS (Sistema Único de Saúde). “Esgoto a céu aberto colabora na proliferação dessas doenças, daí a correlação direta entre as enfermidades e o saneamento precário”, afirma Daiane Ciriáco, geógrafa do IBGE.

Doença de Chagas, diarreias e disenteria foram as principais causas de morte, representando quase 81,5% dos óbitos por DRSAI no período. Na sequência, aparecem a dengue, a zika e a chikungunya, que figuram como a terceira causa de óbitos nas regiões Sudeste e Centro-Oeste.

Enquanto 99,6% dos municípios tinham abastecimento de água por rede geral, apenas 60,3% faziam coleta de esgoto em 2017, aponta a pesquisa, conforme dados obtidos a partir da Pnad Contínua.

Em 2017, apenas três unidades da Federação (São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal) apresentavam taxas superiores a 85% de domicílios atendidos pelo serviço de coleta de esgoto. As taxas eram de, respectivamente, 93,2%, 87,5% e 86,6%.

Em 17 estados (todos os da região Norte e sete estados da região Nordeste, à exceção de Pernambuco e Bahia), as taxas de domicílios atendidos com coleta de esgotamento sanitário por rede geral variaram de 9,9% (caso de Rondônia e Piauí) a 54%, no caso de Sergipe.

Esses casos escancaram o descaso dos governos com as condições básicas de vida e de saúde da classe trabalhadora e do povo pobre, cada vez mais atolada na fome, miséria, desemprego e carestia de vida, enquanto que uma minoria de ricos e burgueses, cada vez mais ricos, moram em casas extremamente confortáveis, como mansões de luxo, adquiridas com os lucros obtidos através da exploração dessa mesma classe trabalhadora que diariamente é jogada nessa situação de pobreza por esses governos burgueses.

Editorial MRT: Contra Bolsonaro, Mourão, a fome, a precarização e as chacinas, faremos Palmares de novo!




Comentários

Deixar Comentário


Destacados del día

Últimas noticias