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Rompimento na barragem no Vale do Paraíba: mais uma tragédia anunciada

Rompimento de barragem em lagoa de mineração resultou em lançamento de rejeitos no Rio Paraíba do Sul e causou transtornos para moradores de São José dos Campos, Taubaté e Pindamonhangaba.

terça-feira 9 de fevereiro de 2016| Edição do dia

Nesta última sexta-feira, 05/02/2016, ocorreu um rompimento na barragem em uma lagoa de mineração que resultou em lançamento de rejeitos no Rio Paraíba do Sul. Isso fez com que o abastecimento de água de 75% da população de São José dos Campos ficasse prejudicado por conta deste acidente com a barragem. Outras cidades como Taubaté e Pindamonhangaba estiveram em alerta neste final de semana, pois também corriam o risco de ser afetados.

A responsabilidade pelo lançamento de rejeitos no Rio Paraíba do Sul é da empresa Rolando Comércio de Areia, que no momento do rompimento estava fazendo atividade de extração em uma cava de areia próximo ao rio em Jacareí. Esta empresa depositava de maneira irregular os rejeitos da extração de minério de outra mineradora, que atualmente está com suas atividades paralisadas. Não é a primeira vez de que esta empresa é multada pela prefeitura de Jacareí por suas atividades ilegais.

Após quatro meses do trágico acidente de Mariana, causado pela mineradora Samarco o que se viu é que estas empresas de mineração não estão se importando com a população, e continuam atrás da sua ânsia de lucro a tudo e qualquer custo.

Enquanto estas empresas mineradora estiverem nas mãos dos grandes capitalistas, a ganância pelo lucro dos grandes empresários vai estar acima dos interesses da população e do meio ambiente, e tragédias como ocorreu em Mariana vão uma hora ou outra, ocorrer novamente. A tragédia do Rio Paraíba do Sul na semana passada não ter as mesmas proporções que teve Mariana, mas estes dois acidentes que ocorreram envolvendo as mineradoras mostra que se deixarmos estas empresas nas mãos dos capitalistas, estamos sujeito a presenciar este tipo de tragédia.

É preciso denunciar também os Estados, coniventes com esta situação, pois antes da tragédia de Mariana fecharam os olhos aos problemas das mineradoras, e hoje, apesar das multas que aplicam nestas empresas, são incapazes de reverter as tragédias que causaram, pois apesar destas punições que tentam aplicar, o Estado não combate até o final estas empresas porque estão atrelados ao mesmo. É necessário que os empresários e os acionistas que estão envolvidos com estes crimes ambientais paguem com indenização toda a população atingida com o lucro destas mineradoras, e busque reverter os danos causados ao meio ambiente.

A exigência do não pagamento da dívida pública (que em 2014 consumiu 45% da receita federal apenas com pagamento de juros e amortizações) é crucial para garantir um plano de obras públicas emergencial para atender as demandas mais urgentes do povo da região do Vale do Paraíba, além da região de Mariana. A única saída para que estas tragédias não aconteçam é fazer uma ampla mobilização para poder estatizar estas empresas, colocando-as sob controle dos trabalhadores e da população local para evitar que mais desastres com estes aconteçam.




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