Futebol na Colômbia

Protestos na colômbia paralisam jogo de Atlético - MG e América de Cali pela Libertadores

A população se organizou no entorno do estádio, em Barranquilla, exigindo o cancelamento do jogo. A colômbia passa por um forte processo de protestos da população frente a uma reforma tributária que o governo conservador Duque tenta impor e com a brutal repressão policial investida contra o povo

sexta-feira 14 de maio| Edição do dia

Foto: Ricardo Maldonado-Pool/Getty Images

Na última quinta-feira (13), aconteceu o embate entre Atlético - MG e América de Cali na fase de grupos da Copa Libertadores da América em Barranquilla, na Colômbia. A partida foi marcada pelas interrupções devido a forte onda de protestos que ocorrem no país, e que na data, exigiam cancelamento da partida. Mesmo assim, a Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol), comissão organizadora do campeonato, decidiu manter a partida, mesmo tendo ciência da situação local, com movimentações no entorno do estádio antes da partida.

Até mesmo os atletas chegaram a respirar gás lacrimogêneo, tendo que sair de campo para lavar o rosto, ainda no primeiro tempo. Após isso, a partida foi retomada, mas tendo que ser interrompida novamente mais quatro vezes. No segundo tempo, novamente houve paralisação por conta do gás lacrimogêneo.

A partida se encerrou com quase meia hora de atraso, com a classificação antecipada do Atlético para as oitavas de finais da copa, com um placar de 3 a 1 para a equipe brasileira.

Situação colombiana

O governo conservador de direita de Iván Duque Marquez, nos ultimos tempos, realizou uma investida em uma reforma tributária, que foi rechaçada pela população. Para além disso, ocorrem ainda processos massivos de protestos contra as medidas do governo conservador, que responde com uma brutal violência policial contra a população, que já matou 42 pessoas em 13 dias, com centenas de pessoas desaparecidas.

Ver também: A juventude de Cali na linha de frente contra o governo de Duque, sem confiança no “diálogo” com o inimigo

A política homicida da direita colombiana gera ainda mais revolta, levando a intensificação dos processos de luta no país.




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