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DEMISSÕES

Petrobras prepara demissão de milhares e abre alas ao entreguismo de Bolsonaro

A empresa quer fechar a sua sede administrativa em São Paulo, ameaçando o emprego de 400 funcionários efetivos, mas especialmente dos terceirizados.

quarta-feira 27 de fevereiro| Edição do dia

Serão os trabalhadores mais precarizados, fruto das terceirizações dos governos petistas, os principais afetados pelo Plano de Demissão Voluntária proposto pela Petrobras sob gestão bolsonarista. Um ataque aos trabalhadores que atende ao plano privatista de Bolsonaro, de entrega de bilhões de barris de petróleo à exploração imperialista.

Além disso, a Petrobrás falou em diretamente fechar unidades incluídas em seu plano de privatização que não forem vendidas, o que trará ainda mais demissões. A administração da empresa em São Paulo é uma das principais prestadoras de serviço à importantes refinarias e unidades da região, principais alvos das propostas de privatização de Paulo Guedes.

Após a reunião dessa segunda-feira, 25, na qual foram decididos estes pontos, o gerente executivo de Recursos Humanos da empresa, Cláudio Costa, disponibilizou um áudio à Folha de São Paulo que confirma a ameaça aos trabalhadores.
“Ficará em São Paulo aquilo que é essencial, que é ultranecessário para a performance da companhia”. O Sindicato Unificado dos Petroleiros de São Paulo confirmou o conteúdo das ameaças: “Dá para absorver todo mundo que está aqui? Não. Algumas pessoas não ficarão”.

É urgente que a FUP, dirigida pela CUT e o PT, chamem os trabalhadores a se organizarem contra essas demissões e contra o entreguismo de Bolsonaro. Não dá para acontecer como na Ford, que a CUT mandou os mais de 3000 funcionários demitidos para a casa, após o anúncio de fechamento da empresa. A necessidade de unificar os petroleiros, especialmente com os terceirizados, em uma luta comum nesse momento, em diálogo com a população, é decisiva para impor uma derrota aos planos de Bolsonaro.




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