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Paralisação nacional na Argentina: forte adesão e diversos fechamentos de vias impulsionados pelo sindicalismo combativo e de esquerda

No marco da ação convocada pela central sindical CGT nesta quarta-feira (29), houve o fechamento de vias em diversos pontos de Buenos Aires e no centro de Córdoba. A paralisação exige a continuidade das medidas de luta e denuncia o ajuste de Macri, do FMI e dos governadores.

quinta-feira 30 de maio| Edição do dia

A paralisação teve altíssima adesão, dado que a situação de queda do poder aquisitivo dos salários e das aposentadorias, as demissões e as suspensões nas fábricas e outros locais de trabalho vêm golpeando muito fortemente aos trabalhadores.

Os setores do sindicalismo combativo e de esquerda impulsionaram o fechamento dos principais acessos à cidade de Buenos Aires e em outros lugares do país. Exigiram um verdadeiro plano de luta para derrotar a agenda de ataques do FMI, que tem tido consequências nefastas para o conjunto da classe trabalhadora.

O fechamento de vias impulsionado pela esquerda e pelo sindicalismo combativo.

Ponte Pueyrredón

Ponte Pueyrredón

Os manifestantes denunciaram a política de ataques do governo e do FMI e o papel das centrais sindicais. Na Argentina, vem crescendo a insatisfação em relação ao presidente Mauricio Macri e às medidas impostas pelo órgão internacional, devido ao forte ajuste econômico. Em meio a uma inflação de quase 12% no primeiro semestre deste ano e uma taxa de mais de 9% de desemprego, cresce o descontentamento entre o povo trabalhador e o ódio contra o governo.

Na ponte Puerreydón, em Buenos Aires, se concentraram trabalhadores da Coca-Cola, aeronáuticos, professores, estudantes universitários, secundaristas e de ensino médio. No fechamento da ponte, estavam presentes forças da esquerda como o PTS (Partido dos Trabalhadores Socialistas, organização irmã do MRT na Argentina), PO (Partido Obrero), MST (Movimento Socialista de los Trabajadores), entre outros. O deputado nacional Nicolás del Caño e a legisladora Myriam Bregman, do PTS-FIT, estiveram presentes.

Ponte La Noria

Outro fechamento importante foi o da ponte La Noria, outra importante via de acesso à cidade de Buenos Aires. Ali se concentraram, entre outros setores, motoristas de ônibus, aeronáuticos, metroviários, trabalhadores da Coca-Cola e estudantes. Entre as figuras do sindicalismo combativo estava Claudio Dellecarbonara, delegado do metrô de Buenos Aires e militante do PTS.

Professores e trabalhadores do Hospital Posadas realizaram o fechamento do acesso oeste à cidade. O PTS, PO e MST estavam presentes. Nathalia González Seligra, deputada nacional e dirigente do PTS e do sindicato de professores Suteba La Matanza também estava presente.

Repressão no Acesso Oeste aos trabalhadores que se manifestam contra os planos de ajuste do FMI e o governo, na paralisação chamada pela CGT.

Nos arredores da rota Panamericana, na zona norte de Buenos Aires, se concentraram trabalhadores dos serviços de alimentação, da gráfica sob gestão operária Madygraf e também professores. Christian Castillo, dirigente nacional do PTS-FIT participou do fechamento da rodovia.

Trabalhadores do estaleiro Río Santiago, professores e funcionários públicos fecharam a rodovia La Plata-Buenos Aires. Ali também estavam presentes o PTS, MST, PO e outras forças da esquerda.

Para além de Buenos Aires, houve o fechamento de vias nas cidades de Rosario e Córdoba, onde também estavam presentes figuras da esquerda e do sindicalismo combativo.

Fechamento total da rodovia de acesso a Buenos Aires, durante a paralisação nacional. A 50 anos do Cordobazo, os trabalhadores mostram sua força social e sua revolta. Que os dirigentes escutem: necessitamos de um plano de luta contra o FMI, Macri e os governadores.




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