Política

PEC PARALELA

Para estender o ataque, Senado vota amanhã inclusão de Estados na Reforma da Previdência

O presidente do Senado Davi Alcolumbre (DEM-AP), prometeu votar a chamada "PEC paralela" da reforma da previdência no plenário nesta quarta-feira dia 06.

terça-feira 5 de novembro| Edição do dia

Como se celebrasse o duro ataque aos direitos do povo que é essa reforma, o presidente do Senado garantiu que sua extensão para Estados e Municípios será votada a toque de caixa nessa semana pelos Senadores. Tudo isso em meio aos escândalos de corrupção e envolvimento com milícias, que circulam o presidente Bolsonaro e sua família.

Questionado se não era uma meta muito ambiciosa, Alcolumbre disse acreditar ser possível realizar na quarta feira pelo menos a votação em primeiro turno e deixar o segundo para a próxima semana. A "PEC paralela" reinclui Estados e municípios na reforma da Previdência, depois de serem retirados da proposta original do governo durante a tramitação na Câmara dos Deputados. A adesão às novas regras fica condicionada à aprovação de projeto de lei pelas assembleias legislativas e câmaras municipais, com votação simples,sem necessidade de quorum constitucional. Além disso, propõe aumentos de receitas, considerados complicados de serem aprovados. Sobre o ambiente para aprovação da "PEC Paralela" na Câmara dos Deputados, Davi Alcolumbre acredita que o clima está favorável .“O clima está mudando. O Senado aprovando aqui, e vai aprovar, acredito que os deputados também irão aprovar, essa é a expectativa”,

É bom lembrar que os governadores do nordeste, do PT e PCdoB, apoiaram a inclusão dos Estados e Municípios na reforma, apesar da demagogia que os deputados e sindicalistas desses partidos fizeram durante sua tramitação, se colocando inicialmente contra, como parte de sua estratégia de resistência parlamentar, a medida que avançaram as negociações em torno da garantia das verbas ao estados do megaleilão da cessão onerosa, passaram a abertamente se colocar a favor da reforma da previdência, apenas se delimitando de suas medidas mais drásticas.

Não é a toa que a PEC Paralela volta sua tramitação no mesmo dia em que ocorrerá o megaleilão do pré-sal, o destino de uma está diretamente ligado a outra. Com o megaleilão, a votação da "PEC Paralela" e a entrega do pacotão de reformas fiscais, o governo acelera o ritmo dos ataques econômicos contra a classe trabalhadora, com o medo da contaminação pelo ascenso da luta de classes. Enquanto as centrais sindicais e os partidos de oposição, olham inertes essa ofensiva contra os direitos do povo. Precisamos fazer como os Chilenos, Equatorianos e Haitianos, que saíram em grandes mobilizações e greves nas ultimas semanas, mostrando o caminho para derrotar a direita e os ataques impostos pelo FMI ao continente.




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