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Indústria automobilística | PDVs, lay-offs e suspensão da produção: montadoras seguem ataques aos trabalhadores

Esse fim de ano promete mais ataques a metalúrgicos de vários lugares do país. Volks de São Bernardo suspendeu produção por 10 dias e avalia lay-off a partir de novembro, Stellantis em Betim vai colocar em lay-off 1,8 mil trabalhadores, Renault abriu PDV de 250 funcionários em São José dos Pinhais e 300 em lay-off. Montadoras descarregam a crise econômica nas costas dos trabalhadores enquanto mantém seus lucros e subsídios do governo.

sexta-feira 1º de outubro | Edição do dia

Grandes multinacionais estão prometendo um natal de miséria para operários de vários lugares do Brasil. A indústria automobilística está em crise e preparando baixa produção para o próximo período que, ao que tudo indica, seguirá por mais tempo. Com informações do Repórter Diário

Alegando falta de peças, as montadoras avaliam formas de manter seus lucros. A Volkswagen, em São Bernardo do Campo (SP), suspendeu a sua produção por dez dias a começar dessa última segunda-feira. A empresa avalia colocar os trabalhadores em lay-off, suspendendo o contrato de muitos trabalhadores, a partir de novembro. Será que o natal dos metalúrgicos será sem salário?

A Renault de São José dos Pinhais, no Paraná, abriu hoje (1) um PDV para 250 funcionários e vai colocar outros 300 em lay-off por cinco meses. Há ao todo 6.450 trabalhadores na fábrica, sendo cerca de 5 mil na área da produção.

Na fábrica mineira de Betim, a Stellantis, produtora da Fiat, 1,8 mil funcionários vão entrar em lay-off a partir da próxima segunda-feira. Ao mesmo tempo há paralisações parciais em linhas de produtos por dez dias.

Muitas empresas alegam falta de produtos, em especial semicondutores, e o que vimos ao longo de 2021 foi uma série de ataques aos trabalhadores, fazendo férias coletivas, antecipação de feriados, folgas e também ataques como as suspensões de contrato. Enquanto os barões da indústria automobilística lucram horrores, os trabalhadores seguem na incerteza de terem seu sustento nesse fim de ano.

É preciso que as centrais sindicais e os sindicatos saiam da paralisia frente a essa situação e organizem uma forte luta unificada para barrar todos os ataques.

Nós do MRT estamos erguendo uma campanha para fazer os capitalistas pagarem pela crise, para manter os salários dos trabalhadores e haver um reajuste mensal de acordo com a inflação, para que não haja perda do poder de compra dos trabalhadores. Desde o início da pandemia é a nossa classe que vem sendo a mais afetada e é preciso fazer com que essa crise, que não foi criada por nós, seja paga por quem a criou: os governos e grandes empresários.




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