Mundo Operário

METROVIÁRIOS

Os metroviários não serão massa de manobra e nem força de trabalho para os interesses da Direita ou do Governo Dilma!

Declaração do metroviários pela Base contra a colaboração do Metro-SP para o Ato pelo Impeachment!

terça-feira 15 de março de 2016| Edição do dia

Os metroviários iniciaram 2016 com comunicados da empresa sobre a necessidade de contenção de gastos, tendo em vista a suposta crise financeira pela qual o Metrô de São Paulo está passando. Dentre as medidas anunciadas está o cancelamento de férias, suspensão de contratação e promoção, parcelamento da participação de resultados, mudança da data de pagamento e fim das horas extras e, em caso de necessidade, uso de banco de horas; em contrapartida o valor das gratuidades das passagens de idosos, deficientes e estudantes calculado em 66 milhões de reais também não estão sendo repassado para o Metrô já que de acordo com o governo de São Paulo, o Metrô se prova eficiente e então não precisa desse montante.

A política de contenção de gastos também se expressa quando nos deparamos com uma denúncia publicada pela Folha de São Paulo de que haveria 6 trens parados nos pátios do metrô por falta de peças e que outros 5 trens estariam sendo "depenados" e servindo de repositores de peças aos outros trens que prestam serviço diário no Metrô, o que coloca em risco toda a população que utiliza esse meio de transporte.

Outro exemplo que explicita a situação absurda que a falta de investimento tem gerado é o fato de que várias são as estações que diariamente têm funcionado com dois ou três funcionários.

Na última sexta-feira, 11 de março, devido a uma falha em uma composição da linha 2-verde na estação Sumaré, foi necessário que um funcionário da estação auxiliasse o operador de trem, porém, só 2 funcionários trabalhavam em Sumaré naquele dia, sendo que um desses havia sido remanejado para lá. Um foi auxiliar o operador na retirada do trem enquanto o outro foi obrigado a manter sozinho a estação funcionando em uma situação de anormalidade, onde há a necessidade de controle de fluxo na plataforma, de prestar atendimento e dar informações aos usuários, vender bilhete, liberar a passagem de idosos, além de estar em contato com o CCO (Centro de Controle Operacional) a fim de administrar a situação da estação.

Apesar de toda a política de sucateamento e contenção de gastos, ontem, 13 de março, houve uma manifestação pedindo o impeachment da presidente Dilma e, para tanto, a empresa desde o início da semana pediu para que os funcionários fizessem hora-extra para dar mais qualidade ao atendimento ao usuário que iria à manifestação e para que este não fosse prejudicado com filas nas bilheterias, com falta de funcionário para dar informação, para que tivesse metroviário suficiente para auxiliar no embarque, para atender pessoas com necessidades especiais, porém, não vemos a mesma preocupação com a população e com os trabalhadores que utilizam diariamente o Metrô, muito pelo contrário, a partir do discurso da contenção de gastos, como dito anteriormente, funcionários se desdobram e trabalham no limite para prestar um atendimento o menos degradado possível aos usuários, e fazem isso enquanto sofrem ataques do governo do PSDB que impulsionou a manifestação de ontem.

Durante as manifestações do início do ano pela redução do valor da passagem, pudemos ver que a política da empresa e do governo foi oposta àquela que se vimos agora. A política foi a de fechar estações para que os manifestantes não entrassem e, a partir disso, colocou em risco metroviários, usuários e manifestantes.

O governo do PT prova diariamente que não está do lado dos trabalhadores. Os ajustes de Dilma recaem somente sobre a classe trabalhadora, somos nós que pagamos pela crise criada por esse modelo político, enquanto banqueiros e empresários seguem com lucro crescente, porém, é importante ressaltar que o PSDB e todos os outros partidos burgueses que impulsionaram e propagandearam o ato de ontem, provam diariamente de que lado estão e, definitivamente, também não é do nosso, não é do lado de milhares de trabalhares demitidos nas indústrias, não é dos professores e certamente não é dos metroviários. Não serviremos de massa de manobra para os interesses de um governo que nos explora diariamente.

Os metroviários mostraram união e não caíram no jogo da empresa de fazer hora extra para maquiar a situação degradada do transporte. Queremos contratação de funcionários e mais investimento no transporte para que possamos atender com excelência e qualidade a população que diariamente utiliza o metrô e que sofre cotidianamente com a precarização e o sucateamento do metrô, projeto político do PSDB para justificar a privatização.




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