Educação

No 14J os professores e estudantes precisam tomar as ruas de SP

A dois dias da paralisação nacional chamada pelas centrais sindicais, surge mais um escândalo político, o chamado Vaza Jato, que começou a derrubar as máscaras da Operação Lava Jato e de Sérgio Moro. Esse novo desdobramento somado ao elemento da entrada em cena dos estudantes na luta contra os ataques e cortes do governo Bolsonaro, deixa claro que o 14J precisa ser uma grande demonstração de força e organização que nos encha de impulso para seguir até derrubar a Reforma da Previdência, seja ela a de Bolsonaro ou qualquer proposta alternativa.

quinta-feira 13 de junho| Edição do dia

Faltando poucos dias para o dia da paralisação nacional chamada pelas centrais sindicais, surge mais um escândalo político, o chamado Vaza Jato, que começou a derrubar as máscaras da Operação Lava Jato e de Sérgio Moro, ainda vistos por muitos como os heróis que acabariam com a corrupção no país.

Esse novo desdobramento somado ao elemento da entrada em cena dos estudantes na luta contra os ataques e cortes do governo Bolsonaro, protagonizando grandes atos de norte a sul do Brasil nos dias 15 e 30 de maio, deixa claro que no dia 14 de junho a paralisação nacional precisa ser contundente e organizada. Precisamos de uma grande demonstração de força e organização que nos encha de impulso para seguir até derrubar a Reforma da Previdência, seja ela de Bolsonaro ou de qualquer proposta alternativa de Reforma como querem Tabata Amaral, Paulinho da Força e os governadores do PT no Nordeste - o que só é possível através de sério plano de lutas organizado na base da cada categoria, onde os trabalhadores possam definir democraticamente os rumos da luta, batalha essa que se liga ao chamado que viemos fazendo como Movimento Nossa Classe Educação e do Esquerda Diário.

Na luta contra que nos façam trabalhar até morrer os professores vieram desde o governo Temer sendo a principal categoria organizada a lutar de forma bastante corajosa e firme. Foram os professores que abriram caminho para o dia 28 de abril de 2017, última grande paralisação nacional dos trabalhadores, com seus atos massivos poucos dias antes. Mas também são os professores o setor que desde então vem se levantando em cada chamado de paralisação, assim como foi nos dias 15 e no dia 30 de maio, apesar de seus sindicatos.

Por esse breve retrospecto a importância dos professores estarem organizados e ativos no próximo dia 14 de junho ganha ainda mais evidência, mas o que vimos até agora das direções dos sindicatos de professores, como SINPEEM e Apeoesp, é o chamado vazio junto com as Centrais Sindicais para uma verdadeira “greve de pijama”, jáque se negam a garantir ônibus para que os professores cheguem ao ato Central que acontecerá às 16h no vão do MASP e no caso da APEOESP, através da política de atos regionais isolam a força dos professores do restante dos trabalhadores e dos estudantes, exatamente porque têm medo do potencial explosivo dessa aliança - da juventude com os trabalhadores - para impedir os planos de negociação da Reforma em nossos nomes.

As Centrais Sindicais vem dizendo que querem um dia de ruas desertas, como expressou Vagner Freitas (presidente da CUT), em entrevista para o Estadão, assim como as notas dos sites das diversas centrais também convidam a todos para que não saiam de casa, justamente nesse momento onde a união entre os trabalhadores e estudantes em um grande ato com o conteúdo claro contra a Reforma da Previdência e os cortes do governo Bolsonaro pode ser um golaço, digno de Cristiane, para o nosso lado - o lado dos trabalhadores, estudantes e todos aqueles que os políticos da ordem e empresários querem fazer pagar pela crise que eles criaram.

A APEOESP, Sindicato dos professores estaduais, vem contribuindo enormemente com o objetivo criminoso de esvaziar o ato central convocado para o final da tarde, às 16h, no MASP, marcando pequenos atos regionais dos professores, que não estão sendo construídos na base da categoria, sem que isso sirva para concentrar a comunidade escolar para levar ao ato central, com as demais categorias. Em várias subsedes da Apeoesp os professores fizeram o pedido para que a direção alugasse ônibus para que todos pudessem estar no ato central, mas a resposta da direção majoritária do PT e PCdoB, foi um grandessíssimo “NÃO”, assim como tem feito também os diretores do SINPEEM, como Claudio Fonseca, vereador do PPS e presidente do sindicato, que sendo parte do chamado "Centrão" quer aprovar uma Reforma desidratada, inclusive atuando para separar os professores do conjunto da nossa classe através de emendas.

Nós, Movimento Nossa Classe Educação, seguimos dando essa batalha contra a “greve de pijama” levada a frente pelas direções sindicais em todas as regiões em que atuamos, porque estamos certos de que agora é a hora de juntar toda nossa vontade de enterrar a Reforma da Previdência, os cortes na educação e o conjunto dos ataques de Bolsonaro, com a força revigorante da juventude e dos estudantes, além de também retomar a maior arma da classe trabalhadora na história que é a sua luta unificada e organizada.

Para isso, no dia 14 de junho precisamos parar nossas escolas e locais de trabalho e estudo e juntos marchar pelas ruas de São Paulo, ecoando um claro recado aos governos, patrões, burocracias sindicais e qualquer um que queira negociar nossos direitos, que não permitiremos e que o futuro nos pertence!

Por isso estaremos ao lado de nossa categoria nos atos regionais convocados pela APEOESP, mas com esse conteúdo, contra os setores que querem negociar nossas vidas e para concentrar todos para somar forças no ato central na avenida Paulista, às 16h, no MASP. Chamamos a todas e todos para que fechem suas escolas e batalhemos juntos para que não deixem a força da nossa potente categoria escondida dentro de nossas casas num dia tã expressivo como esse de paralisação nacional e Greve Geral, nessa situação que exige tomemos às ruas organizando a maior demonstração de forças possível contra os planos do governo Bolsonaro e os inimigos dos trabalhadores.




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