Sociedade

ÁGATHA: PRESENTE!

Manifestantes realizam atos por Justiça pela Ágatha em SP, BH e Rio

Na tarde da última sexta-feira (27/09), no dia que se completou 7 dias de impunidade pela morte de Ágatha, manifestantes no complexo do Alemão (RJ), na Av Paulista (SP) e também na Pça da Estação e Pça Sete (BH) marcharam exigindo justiça pelo assassinato, responsabilizando Witzel e Bolsonaro pela morte da menina.

sábado 28 de setembro| Edição do dia

Ágatha, de apenas oito anos, foi brutalmente assassinada dentro de uma Kombi na comunidade da Fazendinha, que fica dentro do Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, após operações policiais na região.

Ágatha engrossa a lista de vítimas do estado assassino e repressor, que tomou uma cara ainda mais autoritária, com a chegada de witzel ao poder. Atualmente já se somam 1.249 famílias dilaceradas pela política racista e assassina de Witzel, com 17 crianças feridas e 5 mortas somente nesses 9 primeiros meses de governo Witzel e Bolsonaro, que fomentam o racismo e a violência policial com premiações e ideologias que impulsionam também políticas como o pacote "anti crime" de Sérgio Moro, que vai permitir esse número de assassinatos aumentar ainda mais com a impunidade aos policiais.


Belo Horizonte.


Rio de Janeiro.

Os manifestantes também exigem justiça para todos os que tiveram suas vidas arrancadas pelas mãos das polícias, vítimas do Estado. Os arredores, incluindo escolas e o comércio local, receberam balões amarelos para homenagear Ágatha. Também foram penduradas faixas com dizeres como "Ágatha: Presente! Exigimos justiça!" ao redor de várias entradas do complexo do Alemão.

No Rio, durante o percurso, a mãe do menino Marcos Vinícius, também vítima de operações policiais na Maré, esteve presente para homenagear Ágatha, ao lado de diversas mães e pais que reforçam o coro de denúncia contra o Estado racista.

A Polícia Militar manteve um cerco ao redor dos três atos, inibindo os participantes. Em São Paulo, a presença da polícia estava altamente ostensiva.

Nós lutamos pelo fim das operações nas favelas, pela indenização aos familiares dos assassinados e que todos os que os processos desse tipo sejam apurados por júri popular composto pelas comunidades, organismos de direitos humanos e sindicatos. Pelo fim dos tribunais militares e que os crimes policiais sejam julgados por júri popular, pelo fim dos privilégios dos juízes e que todo juiz ganhe igual a um professor e sejam eleitos pelo povo e pelo fim de todas as tropas especiais como o BOPE, a Tática e a Força Nacional, que são criadas para massacrar o povo pobre e as lutas. Pelo fim imediato das UPP.

Nós do Esquerda Diário nos solidarizamos com a família de Ágatha e com todas as famílias que tiveram suas crianças arrancas pela política racista do Estado. Estamos a serviço dessa batalha, participando de todas as manifestações e exigindo justiça imediata para Ágatha.




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