Economia

EMPREGO PRECÁRIO

Informalidade atinge 38 milhões e bate recorde histórico sob governo Bolsonaro

Desemprego e empregos precários são umas das maiores marcas do governo Bolsonaro até agora. Um governo que existe com um único objetivo, atacar os poucos direitos que o trabalhador brasileiro tem.

sexta-feira 30 de agosto| Edição do dia

Imagem: Luiz Antonio Solda

Enquanto o governo comemora a pequena redução nos índices de desemprego, 11,8%, pouco mais de 12 milhões de pessoas, a informalidade bate recorde histórico, 41,3%, cerca de 38,683 milhões de brasileiros.

Esses dados mostram a precariedade que os trabalhadores estão sendo obrigados a se submeterem em meio a crise econômica e os ataques dos governos em todas as o instâncias, em especial o governo federal. A renda de um trabalhador informal é menor que de um trabalhador registrado. Suas condições de trabalho também são deterioradas e sem fiscalização. O aumento dessa forma de trabalho é o retrato da tragédia brasileira, hoje dirigida por uma extrema direita sedenta por aumentar a exploração do povo.

São mais de 40 milhões de trabalhadores que ou estão desempregados, ou sofrendo as duras condições do trabalho informal. No período de um ano, o mercado de trabalho absorveu 2,218 milhões de trabalhadores, mas somente 233 mil deles com carteira assinada no setor privado.

Mas o governo não está satisfeito. Bolsonaro e Paulo Guedes querem mais. Prometem agora uma nova reforma trabalhista. Isso mesmo, uma nova reforma trabalhista! Não basta a reforma que o governo golpista de Michel Temer implementou comprando deputados e flexibilizando as relações de trabalho. Agora Bolsonaro quer aprofundar essa reforma, entre os pontos a serem revistos, estão a revisão das regras para indenização por danos morais, deixando o patrão mais a vontade para implementar assédio em cima de assédio, sem custos adicionais. Também a revisão da obrigatoriedade do batimento de ponto, para que o patrão faça você trabalhar além da sua jornada, sem hora extra, entre outras medidas ótimas como, bancos abrirem aos sábados e o fim da unicidade sindical, para dividir ainda mais os trabalhadores aprofundando o ataque as organizações sindicais.

Como podemos perceber, nada que venha desse governo, ou de sua oposição complacente com seus ataques, visto o apoio que os governadores do PT e PCdoB deram a reforma da previdência, será bom para os trabalhadores. Em meio a crise econômica, os partidos da ordem financiados por empresários, não pensam duas vezes em jogar o ônus da crise nas costas do povo. É corte na educação, desemprego, trabalho informal e repressão. Se faz urgente um plano de lutas de todas as centrais sindicais, para mobilizar os trabalhadores junto ao restante da população e colocar um fim nos planos de ajustes e cortes, que só beneficiam os ricos e aumentam a miséria do povo.

Informações: Agencia Estado




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