Sociedade

TRABALHO ESCRAVO

Idoso é resgatado no interior da Bahia em condições de trabalho análogo à escravidão

Um trabalhador de 67 anos foi encontrado em condições análogas às de trabalho escravo no interior da Bahia. Junto a ele, mais 36 trabalhadores foram encontrados e libertos pela fiscalização em condições parecidas nos municípios de Várzea Nova, Jacobina e Mulungu do Morro.

quarta-feira 28 de outubro| Edição do dia

Imagem: Sergio Carvalho/AFT

O senhor de 67 anos trabalhou por mais de 10 anos em uma fazenda de produção de sisal no interior da Bahia. Foi encontrado em condições desumanas em uma casa com telhado com risco de queda, cozinhava em um fogareiro no chão, tomava banho onde o gado bebia água, chegou a passar fome, não tinha documentos e recebia entre R$80 e R$90 reais por semana. Também de acordo com a fiscalização, todos os trabalhadores se encontravam em casas precárias e a água para beber e cozinhar era amarelada e armazenada em galões de produtos químicos reutilizados. Dormiam em pedaços de espuma colocados em cima de varas de sisal e realizavam as necessidades fisiológicas no mato, recebendo de entre R$350 e R$950 sem direito algum.

O caso demonstra mais uma vez como os latifundiários e empresários tratam os trabalhadores como lixo e saem praticamente impunes por isso, jogando a vida de seres humanos na mais profunda miséria. O que é escancarado hoje é como as vidas negras e pobres não valem nada para os capitalistas e seu governo.

Bolsonaro, Mourão e os golpistas também são os representantes da perpetuação do trabalho praticamente escravo no Brasil, pelo seu caráter racista e anti-trabalhador, e também pelos ataques aos direitos dos trabalhadores, com a Carteira Verde e Amarela, MP da Morte, as reformas e a PEC Emergencial.

A herança da escravidão tem que ser destruída. Não se pode esquecer, perdoar, até impor uma derrota a Bolsonaro, Mourão, o latifúndio, o racismo e o capitalismo, para conquistar uma sociedade livre de exploração e opressão.




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