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Fuvest divulga lista de aprovados, milhares são excluídos do acesso ao ensino superior

Nesta sexta-feira, 2, a FUVEST lançou a lista dos aprovados na primeira chamada, que poderão, caso confirmem, ter acesso ao conhecimento produzido na Universidade de São Paulo.

Mariana Duarte

Diretoria do centro acadêmico da faculdade de educação da USP

sexta-feira 2 de fevereiro de 2018| Edição do dia

Aos pouco mais de 8 mil estudantes aprovados a felicidade de conseguir furar o filtro social do vestibular é imensa. Mas não podemos de forma alguma esquecer que infelizmente, mas se 150 mil jovens que realizarão a prova e outros milhões continuem sendo privados do acesso ao ensino superior. Não é novidade que a prova, além de totalmente exaustiva, é uma das mais excludentes do país, deixando todos os anos milhares de pessoas, principalmente mulheres, negros, lgbts e filhos da classe trabalhadora de fora dos muros da USP.

O ano de 2018, por outro lado, é o primeiro ano em que as cotas raciais, vitória do movimento negro, estudantil e de trabalhadores na universidade, serão implementadas. Possibilitando o aumento de uma parcela de negros e estudantes da escola pública entre as listas de aprovados. Fortalecendo assim o combate ao enorme racismo e elitismo que esta presente desde a fundação dessa universidade.

A USP passa por um processo cada vez mais ofensivo de desmonte e precarização. Com o corte de programas de permanência, bolsas de estudo e pesquisa. Sendo uma das universidades mais elitistas e racistas do país, fortalecidos por declarações e ações como a do novo reitor, Vahan que disse que "a USP não é entidade assistencialista", tentando justificar a falta de permanência estudantil. Ao mesmo tempo que nomeia um empresário da construção civil para o cargo de prefeito do campus e segue a todo vapor os planos de fechar o Hospital Universitário.

Nós do Esquerda Diário e da juventude Faísca - Anticapitalsita e Revolucionária, queremos parabenizar a todos os aprovados na Fuvest, por essa importante conquista. Ressaltando a importância de buscarmos nos ligar com as milhares de pessoas que todos os anos, ficam de fora da universidade por conta esse filtro social e racial. Fazemos um chamado para que possamos nos unificar numa grande luta pelo fim do vestibular e por uma universidade a serviço da classe trabalhadora e de toda população pobre desse país. Para que o conhecimento produzido na universidade esteja a serviço daqueles que a fazem funcionar todos os dias.




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