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Carta às organizações e militantes que compõe o Pólo Socialista Revolucionário | Fortalecer o Pólo e a unidade com uma chapa Altino e Maíra para o governo de SP

quarta-feira 25 de maio | Edição do dia

Companheiros e companheiras do Pólo, frente aos ataques e ameaças da extrema direita e a percepção de massas que a saída é a política histórica de Lula e o PT de conciliação de classes com a direita, enviamos essa carta para fundamentar uma proposta que tem como intuito não apenas expressar claramente a política de independência de classe do Pólo, mas também fortalecê-lo como um espaço que aglutina vários setores e organizações políticas que compartilham esse propósito e com a intenção de unificar os lutadores e setores descontentes com o giro à direita que o PSOL vem implementando.

É fundamental que esses setores vejam o Pólo como um espaço que privilegia a expressão das diferentes organizações que o constróem, e que, a partir de importantes posições programáticas que temos em comum, é capaz de intervir nos processos de luta de classes, e também nas eleições.

Colocamos essas considerações para as organizações que estão na Coordenação Estadual do Pólo em São Paulo, contando que todos os companheiros partem dessa mesma visão: de pensarmos as fórmulas eleitorais majoritárias com o objetivo de expressar a unidade entre organizações políticas, não somente do PSTU. Buscamos atrair os setores descontentes de dentro do PSOL, o que passa por ter uma política de independência de classe consequente, e também por mostrar que o Pólo não é apenas a expressão de uma única organização.

Os companheiros do PSTU fizeram um lançamento, em nome do PSTU, da pré-candidatura de uma chapa composta somente pelo PSTU. Acreditamos que todas as organizações têm o direito de apresentar ao Pólo suas propostas de candidaturas, da maneira que acharem conveniente. Mas não seria importante, por parte do PSTU, estar aberto a uma chapa que não seja de dois militantes da sua própria corrente? Nós colocamos à disposição do Pólo o nome da Professora Maíra Machado para ser pré-candidata à vice-governadora, em uma chapa com Altino Prazeres e acreditamos que isso pode fortalecer muito o Polo, mais do que apresentar dois nomes do PSTU quando temos outras lutadoras e lutadores que poderiam estar como vice de Altino.

Maíra Machado é professora no ABC paulista, esteve muitas vezes junto à categoria em luta enfrentando a repressão pela polícia do Alckmin, já foi diretora da APEOESP, foi a vereadora mais votada do PSOL no ABC paulista em 2016, e em 2020, quando o PSOL já começou a dar mostras do seu caminho atual se coligando com a REDE em Santo André, ela fez luta política contra essa aliança com um partido burguês e terminou retirando sua candidatura em defesa da independência de classe. Achamos que Maíra seria um nome adequado de vice-governadora tanto por expressar o enfrentamento contra Bolsonaro, o PSDB e uma política independente da chapa Lula-Alckmin, mas principalmente por agregar o elemento de demonstrar que o Pólo não é a expressão de uma única organização política, mas que a partir de eixos programáticos em comum é capaz de expressar todos os lutadores e organizações que estão dispostos a construir uma alternativa à conciliação de classes, dialogando com os que estão rompendo com o PSOL pela sua diluição na campanha do PT e pela sua federação com a REDE, e que buscam um espaço que sintam que é de fato unitário.

Apresentamos essa carta e esses fundamentos chamando a que as organizações que constroem a coordenação regional de São Paulo do Pólo, e em especial os companheiros do PSTU, a debatermos uma proposta que expresse nossa unidade em São Paulo, em que o nome da Maíra como vice tem possibilidades de fortalecer a construção dessa alternativa unitária de independência de classes.




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