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FAÍSCA PUC-RIO NO 28A | Faísca reune dezenas em debate na PUC-Rio rumo ao 28A e para preparar a Greve Geral

Ontem, terça-feira (25), no pilotis da universidade a apresentação da juventude FAÍSCA-Anticapitalista e Revolucionária juntou quase cem estudantes, professores e funcionários da PUC-Rio pra discutir a entrada em cena no dia 28A.

quarta-feira 26 de abril de 2017 | Edição do dia

A mesa de apresentação da juventude FAÍSCA discutiu a importância de trabalhadores e estudantes construírem juntos a greve geral no dia 28A. Os estudantes da PUC-Rio se dispuseram a discutir a importância e construção de uma mobilização frente a esse dia histórico.

O debate da luta contra as reformas girou em torno da importância da auto-organização pela base de estudantes e trabalhadores, além de pôr em reflexão quais os setores da sociedade estariam sendo duramente atacados com as reformas do Temer.

A mesa de apresentação foi aberta com a intervenção do estudante de mestrado em História da PUC-Rio, Renato Ferraz, que ressaltou o novo momento de debate político na universidade, com o movimento de ocupação e com a votação histórica no DCE que teve a vitória da chapa de esquerda que venceu a chapa do PSDB. Nesse sentido, foi discutida a importância da construção de uma juventude anticapitalista e revolucionária na universidade não só pra construir o movimento estudantil na universidade, mas também que esteja aliada à classe trabalhadora na greve geral no dia 28A. O estudante fez uma chamado geral aos três setores da universidade, estudantes, professores e funcionários, organizarem a mobilização através de assembleias e plenárias de base que envolvam os centro acadêmicos, o diretório central dos estudantes e os coletivos da universidade.

A trabalhadora da saúde, Virgínia Guitzel retomou importância do fenômeno de mulheres internacional, ressaltando as paralisações internacionais no dia 8M e as mobilizações das mulheres contra o machista e misógino Trump nos EUA. Ela indicou que tais mobilizações criam a possibilidade de unificar a bandeira dos trabalhadores contra os governos capitalistas com a luta contra todas opressões, sejam elas de gênero, raça e orientações sexual. Acerca disso, deu o exemplo da intervenção da FAÍSCA com o coletivo prisma no ABC paulista no 31M, onde setores LGBTs lutaram contra o trabalho precário, exigindo que as centrais sindicais organizassem uma greve geral imediata.

A professora e estudante da UERJ Carolina Cacau, ex-candidata a vereadora do MRT pelo Psol debateu a importância da luta PUC-Rio se unificar a luta da UERJ que hoje se encontra em um estado precário de funcionamento, onde estudantes, professores e funcionários ainda seguem se receber seus salários e suas bolsas em dia. Ela destacou a necessidade de não encarar esses ataques a nível estadual do governo Pezão de maneira separada das reformas do Temer, a fim de que a juventude possa unificar as lutas em todas as universidades e dar uma saída à crise que foi imposta pelos capitalistas e pelos governantes da burguesia. Cacau também ressaltou a disposição de luta da juventude ao lado da classe trabalhadora, destacando o exemplo da juventude FAÍSCA na batalha contra privatização da CEDAE e da luta do contra a PEC do fim da USP.

A estudante secundarista do C.E. Visco de Cairu, Wall Vieira discutiu a motivação dela a militar na FAÍSCA, mostrando a necessidade da juventude negra e periférica lutar contra ao racismo presente no capitalismo. Wall afirmou que encontrou na FAÍSCA, a maneira de lutar contra o racismo estrutural que mata diariamente negros e negras nas favelas do Rio, contra o capitalismo que destina a juventude negra os piores postos de trabalho e contra os abusos de um judiciário reacionário e racista, destacando o caso de Rafael Braga. Ela chamou os estudantes da universidade a construírem a FAÍSCA e a greve geral em conjunto com os trabalhadores.

Após a fala dos militantes da FAÍSCA que compuseram a mesa, o microfone esteve aberto às intervenções do plenário. Os estudantes que intervieram colocaram a necessidade de lutar contra o governo golpista e os ataques. A estudante de ciências sociais da PUC-Rio, Catarina Fortes ressaltou também a importância de lutar contra todos os tipos de opressão dentro da própria universidade e contra a direita reacionária que se encontra na mesma.

O debate da mesa de apresentação da juventude FAÍSCA finalizou fazendo um chamado aos estudantes da PUC-Rio pra construírem juntos a greve geral no dia 28A. Há a possibilidade nesse dia de paralisação nacional de construirmos ao lado dos trabalhadores um dia histórico de luta, superando a paralisia imposta pelas burocracias sindicais. Por isso, convidamos professores, funcionários e estudantes da PUC-Rio pra estarem com a gente na oficina de cartazes no pilotis na sexta-feira (28) às 12:00 h e em seguida nos encaminharmos pro ato na ALERJ.

Evento da concentração: PUC-Rio na greve geral até derrubar Temer e as reformas

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