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Chamado | Estudantes da UFRN: Somar ao dia de luta da Sociais e construir assembleias contra a PEC 206

Na semana passada, uma faixa dos estudantes foi atacada por um bolsonarista no setor de aulas 2 da UFRN. Nesta semana, Bolsonaro, militares e centrão defendem o pagamento de mensalidade nas universidades públicas, um brutal ataque. Aqui, fazemos um chamado a todos os estudantes, centros acadêmicos, em especial os centros acadêmicos de Serviço Social, Letras, Design e Psicologia, e ao DCE a somar ao dia de luta das Ciências Sociais e construir assembleias contra a PEC 206.

quarta-feira 25 de maio | Edição do dia

No dia 16 de maio, no setor 2 de aulas da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), durante o turno da noite, ocorreu um ataque da extrema direita direcionado a uma faixa da juventude Faísca Revolucionária na qual estava estampada uma frase de Marx. O autor do ataque, estudante de jornalismo e assessor do General Girão - deputado federal do Rio Grande do Norte (RN) que, recentemente, participou de um evento em defesa da monarquia - arrancou a faixa. Quando estudantes do Centro Acadêmico de Ciências Sociais (CACS) se aproximaram para recuperá-la, o bolsonarista ameaçou agredir um estudante enquanto defendia que “o comunismo matou muita gente, mais que o nazismo”.

Os estudantes conseguiram recuperar a faixa se posicionando diante do ataque, mas é necessário reivindicar posicionamentos de repúdio que partam das entidades estudantis (DCE e Centros Acadêmicos), setores da esquerda que têm como ponto comum o combate à extrema direita. Considerando também que os ataques liderados por essa ideologia têm ocorrido em diversas universidades do país. O ataque do interventor bolsonarista na UFRGS contra estudantes que reivindicavam melhorias no prédio das artes é um exemplo disso, bem como o ataque neonazista em um bar estudantil da Unicamp, o qual foi respondido com um ato auto-organizado pelos estudantes em rechaço. Nós, da Faísca Revolucionária UFRN, chamamos o conjunto dos estudantes e centros acadêmicos da UFRN, especialmente os Centros Acadêmicos dos cursos de Serviço Social, Design, Letras e Psicologia, para que se somem aos debates da paralisação das aulas votada em assembleia do CACS e marcada para o dia 26/05 (quinta-feira) e repudiem esse ataque, pendurando faixas no Setor 2 e em seus setores de aulas.

Que sejam convocadas assembleias pelo CASS - dirigido pelo Juntos (MES-PSOL) -, pelo CADE - dirigido por independentes -, pelo CALET e pelo CAPSI - ambos dirigidos pela Correnteza (UP) -, para que o conjunto dos estudantes possa debater e deliberar como organizar a luta, em aliança com os trabalhadores, por paralisações das aulas na UFRN contra a PEC 206, contra os ataques de Bolsonaro, militares e Congresso, assim como a luta contra o avanço da extrema direita, sem confiar na conciliação com a direita e unicamente na via institucional.

Além disso, é necessário que o DCE da UFRN, dirigido pelo Juntos (MES-PSOL) e pela Correnteza (UP), convoque uma assembleia geral para que pautemos a paralisação das aulas contra o absurdo pagamento de mensalidade no ensino superior público, defendido por Bolsonaro, militares e Centrão e até mesmo avalizado por parlamentares do PT. Não podemos deixar passar nem aceitar isso! Nenhum estudante, trabalhador ou professor pode ficar para trás! É nesse cenário de ataques e cortes orçamentários que a reitoria da UFRN está deixando estudantes passando fome, sem os auxílios estudantis, porque, mais uma vez, supostamente, foram perdidos os dados bancários dos estudantes. É indispensável que a luta por cada direito dos estudantes, como o direito ao Restaurante Universitário e ao transporte, esteja em perspectiva de organização combativa do conjunto estudantil contra os ataques do governo Bolsonaro, da extrema-direita, dos militares e do Congresso. Que esse combate seja feito lado a lado com a classe trabalhadora e que seja também contra o Judiciário, o qual está avalizando a privatização da Eletrobras.

Nessa perspectiva, também colocamos a exigência de que a União Nacional dos Estudantes (UNE) e a Associação Nacional de Pós-Graduação (ANPG) organizem os estudantes convocando uma paralisação nacional para barrar esse ataque de Bolsonaro, Centrão e militares contra a educação e a favor de reformas que precarizam a vida da juventude. Um verdadeiro combate à desigualdade precisa ser travado e levado a frente pela juventude em aliança com os trabalhadores e não pela aliança com a direita - como insiste em fazer Lula e o PT -, exigindo mais verba para a educação pública, em defesa das cotas rumo ao fim do vestibular com estatização das universidades privadas! Pelo fim do teto de gastos e pelo não pagamento da dívida pública!




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