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Educadoras municipais em greve há 93 dias se somam a ato por justiça p/ Jacarezinho no 13M

O massacre protagonizado pela polícia na favela do Jacarezinho, no Rio de Janeiro, no dia 6 de maio é o maior da história do nosso país e um símbolo da degradação do atual regime. Não bastasse as mortes pela covid-19 e o aumento da miséria, a população negra e pobre segue ainda como alvo das balas da polícia. hoje, 13 de maio estão sendo convocados atos em todo o país e os trabalhadores precisam ser parte ativa para lutar por justiça e aqui em São paulo, os trabalhadores da educação municipal em greve há 93 dias serão parte dessa luta.

quinta-feira 13 de maio | Edição do dia

Hoje, 13 de Maio, nós do Movimento Nossa Classe Educação que somos parte através de nossas companheiras e companheiros da brava greve contra a reabertura insegura das escolas que já dura 93 dias, junto a milhares das trabalhadoras e trabalhadores da educação municipal da cidade de São Paulo, convidamos todas e todos a marcharem por justiça para Jacarezinho e pelo fim do genocídio do povo negro.

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Seremos parte de uma caminhada organizada pelos comandos de greve regionais e votada pela categoria numa assembleia aberta do SINDSEP nessa semana, a concentração está marcada para 14h30 em frente a Prefeitura onde haverá uma manifestação exigindo o reconhecimento da luta das educadoras em defesa da vida de toda a comunidade escolar e contra a reabertura insegura das escolas que já dura 3 meses e que o Prefeito negocie as reivindicações do movimento; em seguida o ato partirá em caminhada indo de encontro ao ato chamado pela Coalização Negra por Direitos que em São Paulo tem concentração marcada para às 17h no vão livre do MASP, na Av. Paulista.


Chamada do ato da cidade de São Paulo

Nesse dia de luta haverão atos em todo o país contra as chacinas e o genocídio que nos colocou mais uma vez em luto na última semana frente a brutalidade do Estado e sua Polícia assassina que são responsáveis pelas 29 mortes, vidas negras, que marcam a história de nosso país como o maior massacre policial já ocorrido no Brasil e que é mais um exemplo da profunda crise social, política e sanitária e da degradação do regime golpista brasileiro.

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Nesse dia que se comemora a abolição da escravidão, uma abolição inacabada onde mais de uma século depois ainda somos, enquanto negras e negros vítimas do racismo, da violência e da "escravidão assalariada" que seguiram pautando a vida do povo negro que ainda hoje recebe os piores salários; vive nas piores condições sendo a maioria esmagadora nas favelas e periferias; além de enfrentar no cotidiano uma violência desenfreada por parte do estado através de mecanismos como o genocídio pelas mãos da Polícia assassina que assume um papel de extermínio do povo negro e contenção de nossa força de luta enquanto classe quando nos levantamos contra os patrões e governos.

A chacina do Jacarezinho é defendida por políticos como o presidente Jair Bolsonaro e seu vice General Mourão, que profundamente racistas negam essa realidade e defendem o extermínio do povo preto travestido de "justiça", são parte dos que tratam cada um dos mortos nessa "operação policial" que chamamos de assassinato como "bandidos" e por isso justificam suas mortes, que tamanha a brutalidade direcionada fez com que vários fossem mortos e até no quarto de crianças. Mas também a política defendido pelo PSDB de João Doria e Bruno Covas, que aqui já vitimaram o povo negro com sua Polícia como em Paraisópolis, através da cotidiana violência policial e que inclusive reprimiram e prenderam manifestantes no ato por justiça para Jacarezinho que ocorreu no último sábado.

A contradição do racismo, parte fundante da realidade brasileira e também do capitalismo, não passa batida no chão da escola pública onde estão as crianças e adolescentes filhos da classe trabalhadora que em nosso país é majoritariamente negra; assim como está também, nos serviços de limpeza e cozinha, um batalhão de trabalhadoras relegadas à terceirização que em nosso país tem rosto negro e de mulher; além de uma categoria, de trabalhadoras da educação, que é cada vez mais negra e historicamente antirracista.

Quando lutamos por vacina para todos, condições de segurança sanitária, acesso ao ensino remoto e pelo direito da comunidade escolar decidir quando e como retornar às aulas numa pandemia que há vitimou centenas de trabalhadores da educação só em São Paulo e mais de 400mil pessoas em nosso país; lutamos também pelo direito a vida do povo negro que após um ano tendo o direito à educação negado sem acesso ao ensino remoto ou se expondo para trabalhar sem direito à quarentena remunerada como aconteceu com as trabalhadoras terceirizadas, virando estatísticas de morte, fome e desemprego; agora é jogado com o conjunto das trabalhadoras do chão da escola para reabertura insegura em nome do lucros dos empresários que querem nos fazer pagar por essa crise. Não aceitaremos!

Marchar até a Paulista hoje é marchar contra uma realidade que nos põe diariamente em luto, nos tira estudantes, filhos e irmãos, como parte dessa mesma classe preta e pobre que paga pela crise, seja na reabertura insegura das escolas, através do genocídio e na exposição irracional à pandemia que escancaram dia após dia que nossas vidas nada valem para os governos e para os capitalistas. Somente a nossa luta organizada e nas ruas, inclusive questionando todo o lucro desse sistema que é manchado do sangue do nosso povo, pode dar uma saída à essa crise e nesse sentido, nós trabalhadores da educação temos um lugar e um papel entre as fileiras dessa luta que tanto nos diz respeito na escola pública!


Justiça para os mortos do Jacarezinho!
Abaixo a polícia racista!
Vidas Negras Importam!




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