Sociedade

Descaso: em meio à quarentena, Crivella e Witzel não garantem água para moradores de Cavalcanti

terça-feira 24 de março| Edição do dia

Segundo relatos de uma moradora da área de Cavalcanti, zona norte do Rio de Janeiro, os moradores estão sem água a quatro dias para fazer comida, tomar banho, beber e sem água até mesmo para cumprirem as principais medidas de prevenção do coronavírus. Uma trabalhadora informal e moradora do bairro também coloca que essa situação aumentou o nível de estresse e tem receio da depressão.

Em plena crise e contaminação do coronavírus no Brasil, o Governo do Estado e a CEDAE, empresa de abastecimento recém privatizada, não garante água nos bairros mais pobres e carentes do Rio de Janeiro. É inadmissível que os trabalhadores não tenham acesso a água em plena pandemia do coronavírus. Isso é uma forma de negar ao trabalhador medidas de prevenção para sua própria vida.

Várias favelas e bairros pobres no Rio de janeiro estão sem água, sem informações e materiais de prevenção ao COVID19. O capitalismo coloca, mais uma vez, os trabalhadores em situações vulneráveis que conforme os dias vão passando as incertezas só crescem.

A situação das favelas no RJ são muito preocupantes, principalmente pela falta de água. Como as pessoas irão se prevenir e evitar contagio sem água? A situação demonstra que não podemos ter nenhuma ilusão que os governadores, o Congresso Nacional ou Bolsonaro vão resolver esta crise. Somente os trabalhadores reorganizarem a produção de modo a utiliza-la a serviço das necessidades imediatas geradas pela pandemia, como grandes indústrias que poderiam estar produzindo máscaras, luvas álcool em gel, e assim, podemos dar uma saída independente para esta crise.

O Esquerda Diário se coloca a serviço de dar voz a situação do povo trabalhador e mais precarizado em meio a Pandemia do Coronavírus. Estamos recebendo diversas denúncias das favelas do Rio de Janeiro sobre a extrema situação de vulnerabilidade que estes trabalhadores estão sujeitos.




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