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Chile: Deputada da extrema-direita rasga foto de vítimas mortas pela repressão de Piñera

Em sessão especial no parlamento para discutir a questão dos direitos humanos diante da violenta repressão ao protestos, a deputada Camila Flores, do partido de extrema-direita Renovação Nacional, irrompeu em um surto de ódio cego e rasgou uma foto das vítimas.

quarta-feira 23 de outubro| Edição do dia

A deputada Camila Flores representa o que há de mais vil na extrema direita hoje, colecionando diversas polêmicas principalmente em relação a questão do aborto, sempre se posicionando de forma rude e grosseira contra mulheres e meninas vítimas de estupro, nos debates públicos. Ardorosa defensora da pena de morte e do sanguinário ditador Augusto Pinochet, chegou ao ponto de negar os seus crimes contra a humanidade, no que foi criticada inclusive pela direita chilena. Ela chegou mesmo ao ponto de saudar a ditadura e agradecer Pinochet durante o aniversário de 45 anos do golpe, além de declarar apoio a Bolsonaro nas eleições de 2018.

Hoje ela adicionou mais uma infâmia ao seu longo currículo. Durante uma sessão especial do Parlamento, onde membros de diversos partidos de oposição ao governo Piñera levaram fotos das diversas vítimas fatais da violenta repressão do governo neoliberal, Camila surtou durante o debate e avançando contra as fotos, rasgou uma delas. Em meio a confusão que se seguiu a sessão foi encerrada. Essa ação repugnante gerou tanto ódio no povo chileno, que chegou ao 5º lugar nos Trending Topics mundiais do Twitter.

Assista:

Este ato é muito simbólico, mostra que por trás de todas as mascaras, a extrema direita é movida não só pela falta de empatia, mas também pelo ódio ao povo, o ódio a verdade. Camila Flores rasgou a foto porque não suporta lidar com a verdade que a concretização do seu discurso de ódio produz. Como uma criança pequena, ela acha que rasgando a foto estará apagando a verdade, que pode moldar o mundo ao seu bel prazer, a partir das mentiras que tece. Ela não suporta ver o mundo como ele é, e se esconde em meio a delírios de grandeza e narcisismo. Impossível não lembrar do caso brasileiro de quando um candidato a deputado estadual do RJ (agora eleito) rasgou uma placa com o nome de Marielle Franco num evento público, ao lado do agora também eleito governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel.

Mas a realidade é concreta e não pode ser rasgada como se fosse uma foto, e ela volta para cobrar seu preço. Mais do que as mentiras da extrema-direita, as consequências da política da direita são sentidas na pele pelo povo chileno, que se levantou em peso para retomar a luta de classes e questionar todo o regime político. E diante da luta de classes tudo o que Camila Flores e outros de seu tipo podem fazer é fugir e se esconderem assustados. De preferência, sob a tampa da lata de lixo da história.

Veja também: Declaração da Faísca: a juventude brasileira precisa se inspirar no Chile contra Bolsonaro




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