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CPI COVID | Com 400 mil mortos no país começa CPI Covid controlada por Renan Calheiros e os golpistas

Com aval do ministro do STF, Lewandowski, Renan Calheiros irá presidir a CPI da Covid que investigará a crise sanitária no Brasil, não por se importar com as 400 mil mortes, mas para desgastar o governo negacionista de Bolsonaro, Mourão e militares sem perder de vista os novos ataques aos trabalhadores.

sexta-feira 30 de abril | Edição do dia

Foto: Pedro França/Agência Senado

Nesta quinta (29) ocorreu a primeira reunião da CPI covid do Senado que irá investigar as ações do governo negacionista de Bolsonaro frente à pandemia. No mesmo dia, o ministro do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, negou o pedido de que o senador Renan Calheiros (MDB) não presidisse a comissão. Esta CPI que irá durar 90 dias é fruto dos atritos entre as alas do regime em meio a um dos momentos mais graves da pandemia com 3 mil mortes todos os dias e já chegando na marca das 400 mil mortes na data de ontem.

Como viemos noticiando no Esquerda Diário, a CPI da covid que foi aberta pelo o STF junto com o Senado, não veio para investigar todo o descaso e absurdos que o Bolsonaro e seu governo fizeram durante toda a pandemia negando o vírus, incentivando sua base de apoiadores reacionária e de extrema direita para fazerem manifestações contra medidas de segurança sanitária e debochando das milhares de mortes. Mas veio para desgastar o governo federal em meio às disputas que as diversas alas do regime golpista tentam ocupar, e isso não está nada ligado a uma preocupação com os rumos da pandemia, nem com as 400 mil vidas de trabalhadores e da população pobre que já foram perdidas.

A CPI vai ser toda conduzida dentro do Senado, a casa mais antidemocrática do país, com senadores oligárquicos que representam uma parcela mínima de toda a população brasileira e possui longos mandatos. Renan Calheiros que será o presidente da CPI é um desses oligárquicos que está há décadas na casa, onde já foi responsável por pautar e aprovar inúmeros ataques aos trabalhadores. Assim como o próprio STF golpista que deu aval a vários ataques aprovados tanto por Bolsonaro e pelo o congresso.

Tanto Bolsonaro, quanto Congresso, STF e todo o regime do Golpe Institucional são responsáveis pelas mais de 400 mil mortes no meio da pandemia, pelo o colapso no sistema de saúde, pelo recorde de desemprego, pela fome que assola a população mais precarizada do país. Por isso a saída não para combater a pandemia não pode se dar pelas mãos dos inimigos dos trabalhadores. A saída tem que se dar através da luta e levantando um programa emergencial para a pandemia que se enfrenta com os interesses dos capitalistas que Bolsonaro, Renan Calheiros e os golpistas representam para salvar os seus lucros enquanto vidas seguem sendo perdidas.

Um programa que levante a necessidade da quarentena racional que só pode ser garantida com testes massivos, a utilização de hotéis e resorts para garantir que pessoas contaminadas e suspeitas possam se manter isoladas das demais. Também é necessário o direito ao isolamento dos trabalhadores das atividades não essenciais, proibindo as demissões e garantindo um auxílio de um salário mínimo pago pelos patrões. reconversão da indústria para produzir insumos e equipamentos de combate a pandemia, abrir contratações nos serviços essenciais e de saúde para combater o desemprego. E também garantir a quebra das patentes das vacinas para garantir a vacinação imediata para toda a população.

Esse programa também tem que está ligado em anular todas as reformas que Bolsonaro, Mourão e os golpistas aprovaram contra os trabalhadores. Assim como a Lei de Segurança Nacional, herdeira da Ditadura, que serve de base para o governo perseguir opositores. Para levantar esse programa precisamos organizar a luta desde já, com os trabalhadores se auto organizando junto com os movimentos sociais para enfrentar esse regime. As centrais sindicais como a CUT e a CTB, dirigidas pelo PT e PCdoB precisam mobilizar os trabalhadores e construir um plano de luta para enfrentar os inimigos dos trabalhadores, e não se juntando a eles como irão fazer no ato deste 1° de maio convidando FHC, Doria, Liria e entre outros golpistas. Para isso é preciso batalhar por uma nova Assembleia Constituinte Livre e Soberana imposta pela luta para mudar as regras do jogo.




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