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CORTE DE DIEREITOS | Bolsonaro cogita acabar com direito ao abono salarial para elevar Bolsa Família

O presidente pretende acabar com o pagamento anual do abono salarial PIS/PASEP para seu projeto populista de elevar o bolsa família de R$190 para R$300 visando aumentar sua popularidade. Enquanto aumenta seu próprio salarial e de seus ministros, e garante o lucro dos capitalistas, Bolsonaro (sem partido) pretende atacar o direito de 25 milhões de trabalhadores que recebem o abono uma vez por ano.

quinta-feira 17 de junho | Edição do dia

Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

O abono salarial PIS/PASEP é pago uma vez por ano a 25 milhões de trabalhadores com carteira assinada que recebem até dois salários mínimos. O valor pago é de até um salário mínimo (R$1.100).

Bolsonaro cogita acabar com esse pagamento com o intuito de financiar seu projeto populista de aumentar o Bolsa Família. Assim, para tentar aumentar sua popularidade nos setores mais pobres do Brasil, ele pretende atacar os direitos dos trabalhadores.

Enquanto isso, em maio, o presidenteaumentou seu próprio salário, do seu vice Hamilton Mourão e de seus ministros, com uma alta de até 69% de alguns salários. Bolsonaro que em todo momento da pandemia governou pensando somente nos lucros dos grandes empresários, agora que se vê com sua popularidade em baixa e pressionado pelas manifestações de rua, quer aumentar o Bolsa Família visando as eleições de 2022.

Bolsonaro pretende então tirar direitos dos setores explorados da sociedade para financiar seu populismo, enquanto os capitalistas continuam lucrando seus bilhões com ajuda do governo, com um aumento de 44% no número de super ricos no Brasil durante a pandemia.

Leia mais sobre: Aumento de bilionários e queda na renda média dos brasileiros, a desigualdade bate recorde na pandemia

Para que os mais pobres saiam da situação de miséria é necessário enfrentar os lucros dos capitalistas e não atacar o direito dos trabalhadores explorados por esses capitalistas.

O não pagamento da dívida pública é um dos meios para isso. Essa dívida trilionária que condiciona grande parte do orçamento e das decisões orçamentárias do país é paga todo ano com prioridade por parte de Bolsonaro, Mourão e por todo o regime golpista. Ou seja, deixam de lado os investimentos sociais e direitos fundamentais como educação, saúde, etc em nome dos lucros exorbitantes do mercado financeiro imperialista. Saqueiam todas as nossas riquezas, produzidas pelos trabalhadores, para seu pagamento, uma verdadeira subordinação aos interesses imperialistas e aos capitais nacionais.

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