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Arthur Lira busca mercado financeiro para reafirmar agenda de ataques aos trabalhadores

Em encontro com banqueiros do Itaú, Santander e Bradesco, o candidato de Bolsonaro reforçou abertamente sua defesa do mercado financeiro e prepara agenda de ataques aos trabalhadores. Baleia Rossi, principal oponente de Lira, também reiterou seu compromisso com essa agenda.

Samyr RangelRio de Janeiro

sexta-feira 22 de janeiro | Edição do dia

(Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

O candidato à presidência da Câmara dos Deputados, Arthur Lira do PP de Alagoas que é apoiado pelo presidente Bolsonaro na disputa, realizou reuniões com setores ligados à alta burguesia financeira do país, na cidade de São Paulo nesta quarta e quinta-feira (20 e 21).

Estiveram presentes representantes de grandes bancos como Itaú, Bradesco e Santander, também representantes da Febraban e da XP, setores ligados ao mercado de ações.

Lira deixou claro seu compromisso de ataques aos trabalhadores, dizendo que as "reformas" não “perderão espaço” em seu possível mandato, uma das preocupações deste setor. Afirmou que a PEC Emergencial será sua prioridade. Essa proposta de Emenda Constitucional prevê um importante ataque ao funcionalismo público por autorizar, entre outras coisas, redução de jornada com redução de salário, além de suspensão das contratações por concurso público.

O candidato também defendeu o que chamou de "tripé de reformas", entre elas a reforma administrativa e a tributária, dando prioridade para a primeira. Este ataque dirigido ao funcionalismo público se daria sobretudo nos setores mais precarizados deste setor, muito dos quais estão padecendo dia a dia na linha de frente no enfrentamento ao coronavírus, como o numeroso setor ligado a saúde pública do país.

Os ataques ao funcionalismo público com a aprovação da PEC Emergencial e a priorização da reforma administrativa, é a moeda de troca para Arthur Lira negociar um novo auxílio emergencial no orçamento federal que, segundo ele, será de proporções menores do que o anterior.

Baleia Rossi: outra representante direto da burguesia

O principal candidato a fazer frente a Lira é Baleia Rossi, do MDB de São Paulo. Rossi também pretende reunir com setores do mercado financeiro e se articula para manter a agenda de ataques aos trabalhadores, sobretudo do funcionalismo público.

O MDB, seu partido, foi um dos principais, se não o principal articulador do golpe institucional de 2016 e segue toda a cartilha do capital financeiro para o país. Rossi é o candidato que representa a sucessão de Rodrigo Maia, do DEM, outro claro representante direto do mercado financeiro e da direita.

E é neste candidato que depositam as fichas partidos como o PT e PCdoB, além de amplos setores internos do PSOL. Dispostos a colher as migalhas jogadas por Baleia Rossi, apoiam sem pudores um representante direto da burguesia, em nome de uma falsa oposição a Bolsonaro.

Baleia Rossi e Lira são deputados de mesmo interesse, comprometidos a atacar os trabalhadores. Apoiar Rossi em nome de uma pretensa “defesa da democracia” só demonstra o oportunismo destes setores, que fazem de tudo para manter sua “luta” completamente dentro do sistema, se mantendo como uma ala a esquerda do mesmo.

Mas não é de se estranhar que estes partidos em especial demonstrem apoio a candidatos mais pútridos possíveis. Ambos estiveram diretamente na gestão do Estado brasileiro por 13 anos, se utilizando dos mais variados artifícios de conciliação de classes para chegar até lá e se manter no poder. Fazem o mesmo agora.

Pode te interessar: PT e PCdoB definem apoio ao candidato de Rodrigo Maia, o golpista Baleia Rossi




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