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Rio Grande do Sul | Após lesionar trabalhadores por anos, Pirelli em Gravataí (RS) fecha e deixa famílias na rua

Para preservar seus próprios lucros, a Pirelli de Gravataí (RS) se utiliza da velha tática dos capitalistas de fechar uma de suas plantas e descarregar a crise nas costas dos trabalhadores, cortando seus empregos e todos os seus direitos em meio a pandemia enquanto a fome só cresce no país. A fábrica de pneus é conhecida internacionalmente por explorar seus trabalhadores até que eles fiquem inutilizáveis por conta das lesões e acidentes de trabalho para assim demiti-los com o mínimo de direitos possíveis

quarta-feira 28 de julho | Edição do dia

Imagem: Reprodução

São centenas, talvez milhares de famílias que ficarão sem seus empregos em Gravataí por conta da preservação dos lucros da empresa pertencente ao grupo Chemchina que detém um patrimônio quase trilionário além de ser dono de muitos outros negócios na indústria química do agronegócio.

Muitos funcionários com estabilidade por conta das deficiências e doenças crônicas que adquiriram após anos de trabalho insalubre, após terem ganho na justiça o direito de estabilidade, receberam proposta de transferência para a planta de campinas, enquanto outras centenas serão demitidos sem acesso a muitos direitos ainda neste mês.

Para além do fechamento, não é de hoje que essa multinacional é alvo de relatos absurdos sobre as rotinas de trabalho extenuantes acidentes de trabalho brutais por conta das condições de trabalho insalubres que a empresa oferece. Em uma entrevista feita pelo jornal Giro de Gravataí, é possível ver diversos relatos absurdos de trabalhadores que ficaram inutilizados ou lesionados para o resto de suas vidas e que receberam por carta o aviso de demissão que o ocorrerá ainda neste mês, como é o caso de Pedro (nome fictício) que enfrenta uma doença crônica de lesão por esforço repetitivo além de ter passado por uma cirurgia.

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Toda essa situação é absurda, até mesmo para os funcionários que receberam proposta de transferência para campinas pois muitos possuem dificuldades de locomoção, pois muitos tem sua vida, família em filhos consolidados no estado, além de que para pessoas que adquiriram deficiência, se locomover de um estado pra outro é algo extremamente custoso.

Outros relatos absurdos foram ouvidos como o de um funcionário que teve 47% do corpo queimado por uma máquina que chega a temperaturas de 400º Celsius, além de passar por cirurgias e até mesmo ressuscitação, teve o pedido de estabilidade, troca de função e aposentadoria negados pelo pela empresa que recorreu ao TRT para não pagar os direitos do trabalhador e acabou vencendo.

Relatos como esse mostram a barbárie capitalista e o quão os patrões estão dispostos a acabar com nossas vidas em prol de seus lucros mesmo que isso nos leve a morte, ou a debilidade pelo resto de nossas vidas. Empresas privadas que decidem fechar e deixar milhares de trabalhadores nas ruas como a Pirelli, tem de ser estatizadas sob o controle dos trabalhadores já que são eles que mantém e empresa funcionando em todos o âmbitos, além de saberem de suas necessidades sendo somente eles os garantidores de suas própria segurança no trabalho e salários dignos uma vez que os patrões sempre irão se negar a oferecer ambos. Somente a auto organização dos trabalhadores pode dar uma resposta contundente a esse ataque absurdo dessa multinacional assassina de trabalhadores. Nós do esquerda diário cercamos de solidariedade todos os trabalhadores da Pirelli de Gravataí!




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