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Após eleições, Maia quer retorno imediato da agenda de reformas e ataques pelo governo

Maia, o patrono da burguesia dos planos de ajuste e ataques, cobrou que o governo Bolsonaro retome logo a agenda de reformas passada as eleições: "Esperamos a partir de hoje propostas para organizar contas públicas".

domingo 29 de novembro de 2020| Edição do dia

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), cobrou, neste domingo, que, assim que se fechem as urnas, o governo apresente suas propostas para organizar as contas públicas sempre em nome do pagamento da ilegítima, fraudenta e ilegal dívida pública para o bolso dos banqueiros. Ele criticou também a antecipação da discussão sobre a reeleição para a Câmara dos Deputados e Senado Federal.

"Não sou candidato à reeleição (Câmara), o que o Brasil deveria estar vendo neste momento não é eleição nem na Câmara nem no Senado, era a agenda do Congresso Nacional que esperamos que, a partir de hoje à noite, com as urnas fechadas, o governo apresente quais são as suas propostas para organizar as contas públicas brasileiras", disse Maia, após votar em uma escola da Barra da Tijuca.

Maia é o próprio porta-voz do discurso de responsabilidade fiscal e ajustes neoliberais, que promoveram os ataques contra os trabalhadores por meio da reforma da previdência, da reforma trabalhista e a agora desejada reforma administrativa.

Ele afirmou que não entende porque o governo quis antecipar a discussão sobre as eleições para o Congresso Nacional em um momento em que o Brasil está à beira de uma grave crise. Ele disse ainda que o País precisa acelerar reformas e projetos. "A gente está esperando isso desde antes do primeiro turno. Infelizmente o governo foi deixar isso para depois do segundo turno e o nosso temos tempo é curto, e há problemas graves a serem enfrentados e resolvidos", explicou.

Todo esse empenho de Maia em nome das reformas anti-operárias pode lhe valer uma decisão favorável no STF ao seu projeto de seguir como presidente da Câmara, ainda que disfarce seu desejo: "A Constituição não permite que eu seja candidato... O julgamento do Supremo não sou eu que decido, eu não trabalho por hipóteses", afirmou.

Perguntado se poderia concorrer em 2022 à Presidência da República, Maia desconversou. "Estou mais preocupado para organizar as contas públicas para o Brasil sobreviver em 2021", disse.

Maia posa como garoto propaganda das reformas burguesas, seu maior cacife para disputar as eleições, seja na Câmara ou em 2022. Passadas as eleições, em que Maia viu seus aliados do bonapartismo institucional se saírem vencedores em muitas cidades, o desejo da burguesia é agora conseguir retomar com agilidade os ataques aos trabalhadores. É preciso combater o fortalecimento da direita e seus planos de ajustes neoliberais através da mobilização da classe trabalhadora.




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