Mundo Operário

CONGRESSO METRÔ

Acompanhe o 2º dia do Congresso dos Metroviários de SP

sábado 28 de março de 2015| Edição do dia

Depois da abertura na última quinta-feira na sede do sindicato, os metroviários de São Paulo deram continuidade ao seu 11º Congresso nesta sexta, 27 de março, na cidade de Atibaia. A principal atividade da programação nesta sexta foi a mesa de debate sobre Conjuntura e Movimentos Sindical. Esta mesa contou com a participação do ex-deputado federal pelo PT e atual vereador pela cidade do Rio de Janeiro pelo PSOL, Babá de Araújo; além de representantes da CSP-Conlutas, do Movimento Nossa Classe, da Pastoral Operária e da governista Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB).

Em relação ao debate sobre conjuntura internacional, Felipe Guarniere, delegado sindical e representante da CIPA da estação Santa Cruz e integrante do Movimento Nossa Classe, disse em sua intervenção: " observamos na Europa importantes fenômenos políticos que mostram que os trabalhadores estão buscando respostas à esquerda frente a devastadora crise econômica que assola o continente. No entanto, os dois principais exemplos desta tendência, o Syriza grego e o Podemos espanhol, demonstram na prática que buscam saídas reformistas que apenas tentam conciliar os interesses dos trabalhadores com os dos patrões que os atacam. Por isso, além de acompanhar precisamos adotar uma postura crítica diante destas organizações. A única alternativa realista para os trabalhadores é da independência completa em relação a burguesia".

Frente aos ataques de Dilma e dos governos estaduais para fazer com que os trabalhadores paguem a crise, e também da enorme indignação diante do escândalo de corrupção da Petrobras, a reflexão sobre os atos dos dias 13 e 15 de março e a crise do governo federal marcou boa parte do debate de conjuntura nacional. A maioria dos debatedores, com exceção da CTB, confluiu, em certo sentido, sobre a necessidade de organizar uma reposta dos trabalhadores que fuja da polarização entre os que apoiam Dilma e os que à criticam pela direita e querem um governo tucano. Para isso, muitas intervenções defenderam a importância da unidade da esquerda. Sobre o tema, Guarniere comentou ao Esquerda Diário: "não adianta ficar repetindo como seria importante a unidade entre toda a esquerda e falar de greve geral se não colocamos essas medidas em prática. A unidade precisa ser construída nas bases de cada categoria. Para rumarmos para uma tão necessária paralisação nacional precisamos estabelecer um plano de lutas concreto, que vise uma real preparação dos trabalhadores, começando por construir de maneira unitária a solidariedade às lutas em curso, como à greve dos professores de São Paulo".

Outro debate que surgiu ao longo do dia foi acerca do balanço da greve realizada pelos metroviários no ano passado à poucos dias da Copa. Em polêmica com a posição de boa parte da diretoria do sindicato, o delegado de Santa Cruz acrescentou: "em nossa luta faltaram alguns elementos decisivos. Um deles foi a preparação prévia da greve que já se anunciava muito dura. Outro foi a ausência de um comando de greve que pudesse de fato colocar o rumo da mobilização nas mãos da base da categoria".

Continue acompanhando a cobertura do congresso no Esquerda Diário




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