Política

DINHEIRO PÚBLICO

Acabou a mamata? “Fiquem tranquilos! Vai ter mais férias”: Bolsonaro após gastar R$ 2,3 mi

Em vídeo gravado ontem (12) no Palácio da Alvorada, o presidente ironizou os gastos milionários que teve nas férias e pediu para ficarmos tranquilos pois "vai ter mais férias para ser gasto". Um deboche com a população que amarga no desemprego e na fome, o presidente comprova dia a dia como o fim da mamata só existe na cabeça de alguns poucos.

terça-feira 13 de abril| Edição do dia

“Desde que o presidente Bolsonaro chegou ao poder, a mamata acabou!”, dizem os devotos do presidente. Na internet, eles dizem isso em capslock, e no dia a dia com a convicção e o orgulho da suprema ignorância. Mas a verdade é que a realidade factual diz o contrário. Em suas férias, Bolsonaro esbanjou luxo e gastou mais de R$ 2,3 milhões para viajar para praias em São Paulo e Santa Catarina.

Como se não bastasse o desprezo com a vida, o bufão zombou do dinheiro público novamente ontem, 12 de abril, em vídeo gravado em frente ao Palácio da Alvorada: "Ah, gastou milhões nas férias. Vai ter mais férias para ser gasto; fiquem tranquilos", ironizou. "Qualquer saída, a despesa é grande. Mas eu vou assim mesmo”. Dessa forma Bolsonaro debocha dos milhões que amargam na miséria, na fome e no desemprego. Veja o vídeo abaixo:

Como anunciamos recentemente, os R$ 2,3 milhões gastos em poucos dias por Bolsonaro seria o equivalente a alimentar 4,3 mil famílias brasileiras por um mês. Poucos seres do reino animal provocam tamanho desprezo quanto Bolsonaro.

Mas a mamata não para nas férias. Em 2019, o cartão corporativo do gabinete presidencial acumulou R$ 14,5 milhões, com direito a auditoria engavetada por deputado do PSL. Os gastos do presidente são algo próximo ao salário do Neymar… Mas o campeão da mamata mesmo é o famigerado Exército Brasileiro. No início do ano o Ministério da Defesa anunciou gastos de R$ 1,8 bilhão em compras de supermercado para os nosso pracinhas. A lista de guloseimas e pompa vai dos leites condensados milionários a 140 quilos de bacalhau e 500 garrafas de whiskey.

A mamata é generosa também com os políticos do centrão e do establishment político nacional, como a avalanche milionária de emendas parlamentares para eleger Lira mostram. Além dos recordes de mortes por covid, Bolsonaro bate também os recordes de emendas parlamentares da história da república, foram R$ 504 milhões em uma só tacada para agraciar os doutos deputados do centrão e da direita tradicional. Ou seja, o problema da mamata está longe de ser resolvido trocando o mentecapto que hoje preside o Brasil. Trata-se de um problema do conjunto do regime político brasileiro, que deve ser combatido pelos trabalhadores.




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